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O auto-retrato
No retrato que me faço
— traço a traço —
às vezes me pinto nuvem,
às vezes me pinto árvore...
às vezes me pinto coisas
de que nem há mais lembrança...
ou coisas que não existem
mas que um dia existirão...
e, desta lida, em que busco
— pouco a pouco —
minha eterna semelhança,
no final, que restará?
Um desenho de criança...
QUINTANA, Mário. Apontamentos de História Sobrenatural. 1. ed. São Paulo: Globo, 1976.
Considerando a linguagem do poema, é correto afirmar que o autor se utiliza da
conotação para se pintar de várias maneiras, como nuvem, árvore, coisas e lembranças.
denotação para se pintar até mesmo com sonhos que um dia existirão.
denotação para mostrar que o retrato foi pintado por uma criança.
simplicidade para mostrar que é semelhante à qualquer pessoa.
conotação para se lembrar de que um dia foi criança.