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A palavra “ecrãs”, utilizada no Texto 2, embora menos comum...

Leia atentamente os textos a seguir para responder às questões de 11 à 17.


TEXTO 1


Imagem associada para resolução da questão


TEXTO 2


A consciência de se ter um problema, seja ele qual for, é o primeiro passo para o resolver. E este é um problema que não se resolve com resoluções de Ano Novo. O uso excessivo dos ecrãs, em particular dos smartphones, é uma dependência sem substância, mas não sem consequências. Muitas vezes, o que nos parece ser um comportamento de descontração ou de combate ao tédio, não passa da resposta a um impulso que não controlamos. O acesso constante a um fluxo interminável de informação e de estímulos cria em nós a necessidade de mais informação e de mais estímulos.


Adaptado de David Dinis, “Estamos viciados em telemóveis, mas há cura”. Público, 2023.

A palavra “ecrãs”, utilizada no Texto 2, embora menos comum no português do Brasil, é perfeitamente legítima no português europeu, significando “telas”. A ocorrência de tal vocábulo em um texto em circulação no Brasil ilustra o fenômeno da:


A

variação diacrônica, pois “ecrã” é um termo arcaico que caiu em desuso no português brasileiro.


B

variação diafásica, que se refere à adequação da linguagem a diferentes situações formais ou informais de comunicação.


C

variação diastrática, que está relacionada às diferenças de linguagem entre distintos grupos sociais ou culturais.


D

estrangeirismo, pois a palavra “ecrã” foi importada diretamente do francês sem qualquer adaptação à fonologia portuguesa.


E

variação linguística, especificamente a diatópica (geográfica), que reflete as diferenças entre variantes da mesma língua.