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A expressão “O mesmo vale para” funciona no texto como...

Texto para as questões de 06 a 08


Soluçar pode até parecer engraçado no primeiro momento, mas quem já passou minutos —ou até horas— com aquele hic sabe que o incômodo pode ser real. E, por mais estranho que pareça, levar um susto de verdade pode funcionar como "cura" para essas contrações involuntárias do diafragma. A ciência explica: o choque inesperado é capaz de interromper o ciclo repetitivo do reflexo que gera o soluço. O soluço surge quando os músculos diafragma (localizado entre o abdome e o tórax) e os intercostais (entre as costelas) se contraem involuntariamente. Esse movimento puxa os pulmões para baixo e fecha a glote no momento da inspiração, gerando o som característico. A crise pode começar de formas variadas. Respirar de maneira descompassada durante um choro prolongado, por exemplo, estimula demais o diafragma e pode levar à contração involuntária. O mesmo vale para mudanças bruscas de temperatura, como beber algo gelado depois de uma refeição quente, ou para a ingestão de álcool, capaz de irritar nervos ligados ao músculo. Estresse, ansiedade, refluxo e até doenças neurológicas também podem estar por trás do problema.


O que causa o soluço. Revista Viver Bem. Adaptado.

A expressão “O mesmo vale para” funciona no texto como elemento de


A

explicitação de causa, introduzindo motivo para o que foi dito anteriormente.


B

formulação de hipótese, sinalizando condição possível para a ocorrência do fenômeno.


C

contraposição de ideias, aproximando-se semanticamente de um conectivo adversativo.


D

retomada anafórica que amplia a enumeração de fatores causadores do soluço.


E

conclusão lógica, equivalente a conectores que encerram o raciocínio apresentado.