

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
Ao considerar o funcionamento discursivo das figuras de linguagem no âmbito da teoria retórica e da análise do discurso, observa-se que tais recursos não atuam como elementos acessórios, mas como mecanismos que tensionam o nível semântico e reorganizam o modo como as relações argumentativas se constituem. Sobre o papel das figuras na construção dos sentidos textuais, pode-se afirmar que:
As figuras atuam como marcas stilísticas que incidem sobre a superfície textual com a função de intensificar ou suavizar determinados conteúdos, preservando, contudo, a estrutura semântica fundamental do discurso, que permanece independente dos efeitos de figuração.
As figuras de linguagem instauram reconfigurações semânticas que deslocam o leitor para zonas interpretativas em que a literalidade é problematizada, permitindo que o enunciado articule efeitos argumentativos, expressivos e cognitivos que emergem das interações entre escolhas lexicais, intenções discursivas e inferências contextuais.
As figuras de linguagem operam primordialmente como dispositivos de ornamentação discursiva, utilizados para conferir densidade estética à mensagem, sem implicar transformações relevantes nas relações inferenciais que sustentam o processo interpretativo.
As figuras constituem procedimentos de deslocamento expressivo que, apesar de influenciar a percepção subjetiva do leitor, não alteram substancialmente a organização argumentativa do texto, já que sua função principal se restringe ao nível conotativo da linguagem.
As figuras de linguagem integram mecanismos formais que se mantêm estáveis na língua, assumindo significações pré-determinadas que se aplicam ao texto de maneira relativamente automática, sem interferência decisiva das condições enunciativas.