

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
No âmbito do ensino de Língua Portuguesa, a noção de intertextualidade articula-se à concepção de linguagem como processo discursivo e histórico. A incorporação de práticas intertextuais na leitura e na produção textual escolar exige do professor um trabalho que transcenda o plano estrutural da linguagem. Com base nas teorias enunciativas, nos estudos discursivos e nos fundamentos críticos da intertextualidade no contexto da formação leitora e escritora, pode-se afirmar que:
A presença de elementos intertextuais em textos escolares pode ser compreendida como recurso de ampliação semântica, desde que as referências externas sejam explicitamente identificáveis, assegurando a rastreabilidade da fonte e o controle didático sobre o sentido.
A intertextualidade na produção textual permite enriquecer o repertório expressivo do aluno, sendo recomendável que o ensino valorize a replicação de estruturas estilísticas reconhecíveis, o que favorece a apropriação das convenções discursivas dominantes.
A noção de intertextualidade remete à ideia de que nenhum enunciado é originário em si mesmo, sendo a leitura e a escrita concebidas como práticas de reconfiguração de discursos preexistentes, mediadas por posições ideológicas e condições de produção.
O reconhecimento de vozes intertextuais em práticas de leitura estimula o desenvolvimento de estratégias de interpretação mais sofisticadas, embora a autonomia crítica do leitor dependa da sua capacidade de neutralizar interferências contextuais externas.
A utilização pedagógica da intertextualidade visa reforçar o domínio técnico sobre os gêneros textuais, proporcionando ao aluno subsídios para distinguir entre influências linguísticas legítimas e desvios autorais que comprometam a coesão textual.