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A Intertextualidade e a interdiscursividade dizem respeito ao diálogo entre textos e discursos, evidenciando que todo texto se constrói a partir de outros já existentes, mobilizando vozes sociais diversas.
Na relação "eu e o outro", os textos recorrentes retomam, transformam ou ressignificam sentidos anteriores, revelando posicionamentos, memórias discursivas e valores compartilhados culturalmente.
Nesse contexto, é CORRETO afirmar que:
A presença de vozes e sentidos de discursos alheios em um enunciado configura fenômeno interdiscursivo, mesmo quando essas vozes não são identificáveis de modo direto, pois atuam na constituição ideológica do texto.
Os discursos produzidos em situações institucionais não recorrem à intertextualidade ou interdiscursividade, pois devem privilegiar a clareza e a impessoalidade, sem invocações de vozes externas.
A intertextualidade manifesta-se exclusivamente por meio da citação explícita de textos anteriores, e sua ocorrência está condicionada à presença de aspas, travessões ou notas explicativas.
A relação entre "eu" e "outro" no discurso manifesta-se apenas em contextos dialógicos presenciais, sendo irrelevante para a construção de sentidos em textos escritos monológicos.
A interdiscursividade ocorre quando há reprodução literal de um texto anterior, mantendo-se a fidelidade lexical e formal do enunciado original, característica típica da intertextualidade explícita.