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No início do texto, o autor emprega uma estratégia de...

TEXTO 1: Os limites éticos da IA: como a regulamentação pode contribuir?


Quando a figura de robôs realizando tarefas humanas complexas era apenas matéria-prima para obras de ficção científica, o célebre escritor Isaac Asimov elaborou as “três leis da robótica”. Por meio delas, um robô deveria proteger a vida humana, obedecer às ordens humanas e proteger sua existência nesta ordem e sem entrar em conflito com as premissas anteriores. Hoje, a Inteligência Artificial já faz com que as máquinas executem diversas atividades humanas – o que torna necessária a criação de leis similares para delimitar questões éticas no setor.

Asimov já visualizava esse paradoxo em suas histórias. Afinal, quando a tecnologia evolui a ponto de criar robôs capazes de fazer as mesmas coisas de um ser humano, o que vem a seguir? A IA já consegue criar códigos de programação, produzir conteúdos diversos, conversar e dar informações às pessoas por meio das assistentes pessoais e até recriar digitalmente (e com assustadora perfeição) a voz e a imagem de uma cantora falecida há mais de 40 anos. Parece ser questão de tempo para desenvolver uma consciência própria.

Até porque é uma característica inerente a este conceito tecnológico justamente a capacidade de aprendizado para seguir evoluindo. Um sistema robusto de inteligência artificial consegue rapidamente identificar padrões a cada informação nova e, principalmente, aprender as principais demandas envolvidas. Aliado ao processamento de linguagem natural (base da plataforma do ChatGPT), está alicerçado o desenvolvimento dos robôs capazes de interagir com humanos.

É preciso ter claro quais são as fronteiras que as empresas e profissionais podem trabalhar com a Inteligência Artificial. Produzir uma propaganda de automóvel que recria a imagem e a voz de uma artista falecida há mais de 40 anos pode ser bonito e gerar buzz nas redes sociais, mas é necessário dar um arcabouço jurídico para que essa possibilidade atue dentro da lei. Já pensou se alguém resolve utilizar a imagem de uma figura pública como Mandela ou Gandhi para vender produtos? Ou pior, para disseminar conteúdo falso ou fora de contexto?

Com uma regulamentação forte e bem debatida, todo o setor de desenvolvimento de Inteligência Artificial fica protegido. Os profissionais saberão o que podem ou não fazer em seus projetos, as empresas terão estratégias claras de utilização de suas soluções e os cidadãos poderão utilizar os recursos disponíveis para melhorarem suas vidas, além de contar com canais de investigação e de denúncia em casos de descumprimento das normas éticas.


Renan Salinas, publicado em 03/09/2023 (com adaptações). Disponível em https://olhardigital.com.br/2023/09/03/. Acesso em 04 de setembro de 2023.

No início do texto, o autor emprega uma estratégia de argumentação bastante efetiva para alicerçar seus argumentos e iniciar a defesa do seu ponto de vista.


Essa estratégia se concretiza por meio do (a)


A

referência histórica em que a robotização estava ainda nos seus primórdios de elaboração.


B

repertório sociocultural acerca da evolução da inteligência artificial na sociedade.


C

comparação entre o desenvolvimento de fases históricas no avanço das tecnologias na sociedade.


D

alusão aos trabalhos de historiadores de épocas distintas na trajetória do aprimoramento de robôs.


E

causa e consequência que a evolução dos trabalhos de cientistas, como Isaac Asimov, repercutiu na sociedade.