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Ao abordar a "Formação e Desenvolvimento da Língua Nacional Brasileira", um professor de PEB II se depara com a seguinte fala de um aluno: "Professor, então quer dizer que Mário de Andrade, em Macunaíma, escrevia 'errado' de propósito?". Considerando os estudos sobre variantes linguísticas e o projeto literário modernista, a resposta metodologicamente mais adequada do professor seria:
"Sim, ele usava a 'gramática errada' como forma de protesto político, embora soubesse que o único uso correto da língua é aquele dicionarizado."
"Não, Macunaíma é um caso isolado de licença poética; o projeto modernista defendia, na verdade, um retorno à pureza do português de Portugal."
"O conceito de 'certo' e 'errado' aqui é complexo. Mário de Andrade buscou aproximar a língua literária escrita da língua falada no Brasil (a 'língua brasileira'), incorporando oralidade, regionalismos e estruturas sintáticas não-lusitanas como um projeto estético e de identidade nacional."
"De forma alguma. O texto de Mário de Andrade segue rigorosamente todas as regras da gramática normativa da época; a dificuldade de leitura atual se deve apenas ao vocabulário arcaico."