Imagem de fundo

Considere as passagens do texto:• Para marcar essa posição...

Leia o texto para responder às questões de 01 a 10.


A coerência do Banco Central


Era bola cantada que o Comitê de Política Monetária (Copom) manteria a taxa básica de juros em 15% ao ano. Não havia nada a justificar uma mudança de rota por parte do Banco Central (BC). Nesse sentido, a unanimidade em torno da decisão enfatizou a coesão e a coerência de seus membros na definição da política monetária.

Os indicadores não ajudam muito. A economia desacelerou, mas a taxa de desemprego no trimestre encerrado em setembro atingiu 5,6%, menor nível da série histórica, iniciada em 2012. A inflação arrefeceu, mas tanto o índice cheio como os núcleos, que excluem os itens mais voláteis, permanecem acima da meta de 3%, assim como as expectativas para o IPCA deste ano e o de 2026. As projeções para o segundo trimestre de 2027, horizonte que guia as decisões do Copom, recuaram de 3,4% para 3,3%, mas ainda estão em nível acima da meta.

Não havia, portanto, como sinalizar algum alívio no curto prazo. Para marcar essa posição, o BC preferiu repetir uma frase mencionada em divulgações anteriores, segundo a qual é preciso manter as taxas de juros elevadas por período “bastante prolongado”. Assim, foi praticamente sepultada a possibilidade de que a Selic possa cair ainda em 2025, além de ter sido reduzida sobremaneira a aposta em uma queda em janeiro. Agora, a maioria do mercado passou a acreditar que os cortes só devem começar em março.

A boa notícia é que o BC cravou que os juros em 15% ao ano, no maior nível em quase 20 anos, serão suficientes para assegurar que a inflação convirja rumo à meta. Pode parecer pouca coisa em um comunicado tão duro, mas, até então, o Copom ainda manifestava dúvidas sobre a eficácia dessa estratégia. Isso, de certa forma, deixava implícita a possibilidade de que a Selic teria de ir além para alcançar a meta de 3%.


(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 07.11.2025. Adaptado)

Considere as passagens do texto:


• Para marcar essa posição, o BC preferiu repetir uma frase mencionada em divulgações anteriores... (3o parágrafo)

• Isso, de certa forma, deixava implícita a possibilidade de que a Selic teria de ir além para alcançar a meta de 3%. (4o parágrafo)


Nas passagens, as expressões destacadas referem-se, correta e respectivamente:


A

ao recuo da inflação previsto para 2027; à intenção do Copom de fazer a inflação convergir rumo à meta.


B

à possibilidade de redução dos juros pelo Copom; ao discurso duro do Copom sobre o aumento da taxa de juros.


C

à sinalização do Copom de manter os juros em 15% ao ano; à manifestação de dúvidas do Copom sobre a manutenção dos juros em 15%.


D

ao reconhecimento da redução da inflação nos próximos anos; ao objetivo do Copom de fazer cortes dos juros a partir de março.


E

à expectativa para o IPCA acima da média; a pouca coisa que o Copom tem feito para segurar os juros em alta.