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Um mar de fogueirinhas
(inspirado em Eduardo Galeano)
01 Diz-se que um homem, ao olhar o mundo do alto, enxergou a vida humana como um imenso campo
02 iluminado e contou que somos todos fogueirinhas.
03 Cada pessoa carrega uma chama única, que arde de um jeito só seu. Não existem duas fogueiras
04 iguais. Algumas brilham serenas, aquecendo quem se aproxima. Outras tremulam intensas, lançando faíscas ao
05 redor. Há fogueiras pequenas, quase invisíveis, que sustentam a noite com sua presença silenciosa. E há aquelas
06 que incendeiam a vida com tanto fervor que é impossível não se deixar tocar por sua luz. Nenhuma dessas
07 chamas, porém, se mantém acesa sozinha.
08 O vento pode soprar forte, a chuva pode ameaçar apagar, o frio pode querer dominar. É no encontro
09 das fogueiras que nasce a verdadeira força: uma chama aquece a outra, uma brasa protege a vizinha, um fogo
10 inspira o outro a continuar aceso.
11 Quando uma chama tenta apagar outra, o campo todo se torna mais escuro. Quando uma fogueira
12 se recusa a compartilhar seu calor, o frio se espalha. Quando uma fogueira tenta ser maior do que a outra, um
13 incêndio se inicia, mas, quando as luzes se reconhecem como parte de um mesmo clarão, a noite inteira se
14 ilumina.
Autor desconhecido.
Em consideração ao fragmento textual “Algumas brilham serenas” (l. 4), o elemento sublinhado exerce a função sintática de:
sujeito.
objeto direto.
predicativo do sujeito.
complemento nominal.