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Atenção: Para responder às questões de números 1 a 4, leia o texto abaixo.
Praia anoitecendo
Agora há apenas um espaço
Como esse lá fora,
uma distância infinita
entre mim, você e as verdades,
espero mesmo
que a gente continue se desencontrando
Que os ventos nos soprem direções contrárias
Que os caminhos sejam preenchidos de novas lembranças
Que à vida sempre, sempre exerça à sua natureza: a mudança
Para entender que
O teu abraço,
O lugar no teu lado é
dos teus olhos, nada me cabiam ali
Foi sempre pequeno, e eu com tanto sentir
E você me pedindo pra ser menos
Como? Como segurar um oceano inteiro no peito?
Para lhe dar conforto me espremia ali no canto
No canto das tua incertezas
Na certeza que em algum momento
Eu poderia sentir tudo sem medo...
Até que aceitei, que o mar não funciona para barco pequeno.
(Adaptado de: Bárbara Primavera. Praia anoitecendo. Disponível em: https://florescerpoesia.blogspot.com/2025/03/praia-anoitecendo.html)
A oposição entre “oceano" e “barco pequeno” articula-se por meio de
sinestesia que combina elementos de natureza distinta.
comparação, pela presença implícita do conectivo “como”.
alegoria entre a desproporção da vastidão do sentir e a limitação do outro.
catacrese, por falta de termo próprio para designar a emoção.
eufemismo que suaviza a ideia de inadequação amorosa.