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O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 5.
A conexão primordial
A comunicação fundamenta as relações humanas, transmite sentimentos, experiências e conhecimentos, permitindo ao indivíduo compreender a si mesmo e ao mundo. Desde a Grécia Antiga, o diálogo ocupa lugar central na construção das ideias, como demonstram os métodos filosóficos baseados na palavra, na escuta e na reflexão coletiva.
Na educação, o pensamento de Paulo Freire reafirma o diálogo como prática transformadora, capaz de construir sentidos e promover consciência crítica. No entanto, em uma sociedade marcada pela superexposição e pela comunicação mediada por tecnologias, a linguagem tende a se esvaziar, tornando as interações mais rápidas, superficiais e individualizadas.
O diálogo exige presença, referências físicas e envolvimento emocional, pois olhar, escutar e sentir são dimensões essenciais da experiência humana. Valorizar a conversa, as vivências compartilhadas e as relações comunitárias significa reconhecer o diálogo como ato ético, estético e transformador, capaz de fortalecer vínculos, promover a fraternidade e projetar um futuro mais humano e solidário.
Texto Adaptado
GEDEON, Leo. A conexão primordial. A Folha Torres, [s.l.], [s.d.]. Disponível em: https://afolhatorres.com.br/colunas/a-conexao-primordial/ . Acesso em: 18 jan. 2026.
Com base no texto, assinale a alternativa que interpreta corretamente a tese central e a relação entre presença, tecnologia e dimensão ética do diálogo:
A ênfase em olhar, escuta e sentir reduz o diálogo a afeto imediato e privado, prescindindo de referências partilhadas, crítica social e finalidade transformadora.
O núcleo argumentativo celebra interações rápidas como progresso do diálogo, pois a individualização nas redes amplia profundidade, sentido e comunidade.
A tese sustenta que tecnologias inviabilizam diálogo autêntico em qualquer forma, e que interações digitais não comportam criticidade, densidade ou vínculos sociais.
O texto afirma o diálogo, ancorado em presença sensível e vivência comum, como ato ético? estético transformador que resiste ao esvaziamento tecnológico.