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No livro Heroínas negras brasileiras em 15 cordéis, do qual...

Texto III

Luísa Mahin

No século 19

Luísa Mahin nasceu

Com origem africana

Sua história aconteceu

E com incessante gana

Seu nome prevaleceu

Vinda da Costa da Mina

Afirmava ser princesa

Mas vendida como escrava

Teve na luta a certeza

Depois de alforriada

Demonstrou sua proeza.

Viveu como quituteira

E morou em Salvador

Usou com inteligência

Seus talentos de sabor

Pois usava o tabuleiro

De mensagens portador.

Nos quitutes que vendia

Ela neles enrolava

As mensagens escondidas

Que em árabe espalhava

Ajudando nos motins

Que também organizava.

[...]

Gostaria que Luísa

Fosse muito mais lembrada

Nas escolas brasileiras

Fosse sempre ali citada

É por isso que lutamos

Pra que seja memorada.

ARRAES, Jarid. Heroínas negras brasileiras em 15 cordéis. São Paulo: Pólen, 2017. p. 87-92.

No livro Heroínas negras brasileiras em 15 cordéis, do qual se extraiu o Texto III, Jarid Arraes empreende um projeto literário de resgate da história de diferentes mulheres negras brasileiras apagadas pelo discurso oficial.


O trabalho com o cordel sobre Luísa Mahin mostra-se produtivo com turmas de


A

6º ano, explorando-se seus elementos fonéticos, sua origem popular e o papel social da literatura.


B

7º ano, debruçando-se sobre os recursos sintáticos alinhados à norma-padrão oral de origem popular.


C

8º ano, privilegiando-se o enfoque em sua estrutura morfossintática como base para apreensão da escrita-padrão.


D

9º ano, deslindando-se aspectos de progressão narrativa e de alternância entre discurso direto e indireto.


E

1ª série do ensino médio, destacando-se os efeitos de sentido gerados pelas sequências em versos livres.