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O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 10.
Índio eu não sou
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Não me chame de "índio" porque
Esse nome nunca me pertenceu
Nem como apelido quero levar
Um erro que Colombo cometeu.
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Por um erro de rota
Colombo em meu solo desembarcou
E no desejo de às Índias chegar
Com o nome de "índio" me apelidou.
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Esse nome me traz muita dor
Uma bala em meu peito transpassou
Meu grito na mata ecoou
Meu sangue na terra jorrou.
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Chegou tarde, eu já estava aqui
Caravela aportou bem ali
Eu vi "homem branco" subir
Na minha Uka me escondi.
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Ele veio sem permissão
Com a cruz e a espada na mão
Nos seus olhos, uma missão
Dizimar para a civilização.
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"Índio" eu não sou.
Sou Kambeba, sou Tembé
Sou kokama, sou Sataré
Sou Guarani, sou Arawaté
Sou tikuna, sou Suruí
Sou Tupinambá, sou Pataxó
Sou Terena, sou Tukano
Resisto com raça e fé.
No verso "Com a cruz e a espada na mão / Nos seus olhos, uma missão", a justaposição de símbolos religiosos e bélicos representa a contradição entre fé e violência. Essa oposição reforça a crítica da autora ao processo de colonização e catequese forçada. Tal figura expressiva é conhecida como:
metonímia.
sinestesia.
antítese.
hipérbole.