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O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 10.
Os filhos das águas dos Solimões
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A água é a mãe que sustenta
A vida que nasce como flor
Alimenta a planta e o ser vivente
É estrada onde anda o pescador.
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Na enchente, vem veloz e furiosa
Derrubando ribanceiras e plantações
Afeta a vida do indígena e ribeirinho
É um ciclo, que se renova a cada estação.
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Na vazante o rio quase some
E a praia começa a surgir
A água, agora bem calminha
Não tem forças para a roça destruir.
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Nas margens de um rio em formação
Vive um povo que a água fez nascer
Em um parto de dor e emoção
Na várzea o Kambeba escolheu viver.
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Mas em um contato fatal
Com um povo mais socializado
Fez dos herdeiros das águas
Um povo desaldeado.
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Tomando seu solo sagrado
Sem dor, piedade ou compaixão
Os Kambebas foram escravizados
Apresentados a "civilização"
Exploraram a sua força
Forjando uma falsa proteção.
No verso "Exploraram a sua força, forjando uma falsa proteção", o termo "a sua força" desempenha a função de:
sujeito da oração, pois pratica a ação verbal.
objeto direto do verbo "exploraram", pois completa seu sentido sem preposição.
complemento nominal de "força", exigindo preposição obrigatória.
adjunto adnominal, modificando o verbo "exploraram".