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A linguista brasileira Irandé Antunes enfatiza que o uso do...

Leia o Texto 6 para responder às questões 40 e 41.


Texto 6


Enfatizando a natureza histórica e social da língua, dos sujeitos e das interações verbais, [João Wanderley Geraldi] considera fundamental compreender o trabalho linguístico (dos sujeitos) como atividade constitutiva, em que se entrecruzam produção histórica e social de sistemas de referências e de operações discursivas. Nesse âmbito, por sua vez, há ações que se fazem com a linguagem e sobre a linguagem, assim como há ações da linguagem sobre os sujeitos. Trata-se, assim, de distinguir, nesses níveis de ação, os diferentes níveis de reflexão: atividades linguísticas, epilinguísticas e metalinguísticas; e, nesse trabalho linguístico, que ocorre sempre em determinada situação histórico-social – espaço de relações interlocutivas – produzem-se discursos necessariamente significativos. [...] a especificidade do ensino da língua encontra-se, portanto, no trabalho com o texto, compreendido sempre como uma atividade de produção de sentidos [...].


SILVA, L; FERREIRA, N; MORTATTI, M. (Orgs.). O texto na sala de aula: um clássico sobre o ensino de língua portuguesa. Campinas: Autores Associados, 2014. Adaptado.

A linguista brasileira Irandé Antunes enfatiza que o uso do texto em sala de aula é um pretexto para análise frasal à luz da gramática normativa. Tal ação, segundo a pesquisadora, configura um equívoco quanto ao modo de agenciar atividades linguísticas, epilinguísticas e metalinguísticas. A distinção entre a aula de gramática e a aula de análise linguística reside no fato de a primeira


A

utilizar a memorização para integrar leitura e produção textual, enquanto a segunda serve para a escrita de textos exemplares.


B

ter como prerrogativa o ensino da produção textual, enquanto a segunda utiliza a reflexão para o ensino da leitura.


C

a primeira ter como prerrogativa a aprendizagem de nomenclaturas e regras, enquanto a segunda utiliza a reflexão para integrar os eixos do ensino de língua.


D

a primeira utilizar a reflexão para integrar os eixos das práticas de linguagem, enquanto a segunda serve para aprendizagem de normas gramaticais.