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Leia o texto a seguir.Invertemos o jogo, começando pela...

Texto 6


Enfatizando a natureza histórica e social da língua, dos sujeitos e das interações verbais, [João Wanderley Geraldi] considera fundamental compreender o trabalho linguístico (dos sujeitos) como atividade constitutiva, em que se entrecruzam produção histórica e social de sistemas de referências e de operações discursivas. Nesse âmbito, por sua vez, há ações que se fazem com a linguagem e sobre a linguagem, assim como há ações da linguagem sobre os sujeitos. Trata-se, assim, de distinguir, nesses níveis de ação, os diferentes níveis de reflexão: atividades linguísticas, epilinguísticas e metalinguísticas; e, nesse trabalho linguístico, que ocorre sempre em determinada situação histórico-social – espaço de relações interlocutivas – produzem-se discursos necessariamente significativos. [...] a especificidade do ensino da língua encontra-se, portanto, no trabalho com o texto, compreendido sempre como uma atividade de produção de sentidos [...].


SILVA, L; FERREIRA, N; MORTATTI, M. (Orgs.). O texto na sala de aula: um clássico sobre o ensino de língua portuguesa. Campinas: Autores Associados, 2014. Adaptado.

Leia o texto a seguir.


Invertemos o jogo, começando pela formulação de perguntas, para as quais juntos buscaremos as respostas. O tratamento da língua materna tem esse objetivo maior entre seus falantes: provocar a indagação, desenvolver o espírito crítico que se espera de cidadãos de uma democracia.


CASTILHO, A. T. de; ELIAS, V. M. Pequena gramática do português brasileiro. São Paulo: Contexto, 2012. [Adaptado].


Com base na leitura do texto 6, infere-se que o ensino da língua deve promover, sobretudo, o espírito crítico entre os alunos, em vez de apenas oferecer respostas prontas ou regras fixas, como ocorre no processo tradicional. Nesse sentido, na escola, o ensino de gramática deve


A

preservar a natureza bilateral, formando alunos capazes de lidar com as questões presentes no livro didático.


B

ser pautado pela formação do pensamento crítico, preparando os alunos para agirem como cidadãos conscientes.


C

conscientizar os alunos do espírito crítico, orientando-os a serem sujeitos que esperam por respostas corretas.


D

direcionar os alunos para a norma culta, visando à formação de indivíduos capazes de formularem perguntas objetivas.