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A coerência de um texto não reside apenas em sua estrutura linear, mas na capacidade do leitor de reconstruir o sentido a partir de inferências e do conhecimento de mundo. Sobre a construção da coerência no Texto, é CORRETO afirmar que:
A coerência pragmática é rompida no último quadro, pois a solução apresentada por Susanita invalida a veracidade da sensação fisiológica ("coração apertado") relatada inicialmente.
O texto mantém uma coerência temática constante, fundamentada na defesa mútua de políticas de bem-estar social por ambas as personagens.
A compreensão global do texto depende da reinterpretação semântica da fala de Susanita no segundo quadro, em que o "coração apertado" revela-se, ao final, não como empatia, mas como incômodo estético/social.
A coerência é estabelecida por um processo de metonímia visual, onde a figura do pobre no primeiro quadro representa, isoladamente, todo o sistema econômico discutido por Mafalda.
O texto pauta-se pelo princípio da não-contradição, visto que Susanita mantém o mesmo campo semântico de auxílio ao próximo durante todos os quadrinhos.


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