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Leia as estrofes do poema Marília de Dirceu, autoria de...

Leia as estrofes do poema Marília de Dirceu, autoria de Tomás Antônio Gonzaga.


Lira I


Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,

Que viva de guardar alheio gado;

De tosco trato, d' expressões grosseiro,

Dos frios gelos e dos sóis queimado.

Tenho próprio casal, e nele assisto;

Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;

Das brancas ovelhinhas tiro o leite,

E mais as finas lãs, de que me visto.

Graças, Marília bela,

Graças à minha Estrela!


Eu vi o meu semblante numa fonte,

Dos anos inda não está cortado:

Os pastores, que habitam este monte,

Com tal destreza toco a sanfoninha,

Que inveja até me tem o próprio Alceste:

Ao som dela concerto a voz celeste;

Nem canto letra, que não seja minha,

Graças, Marília bela,

Graças à minha estrela.

(...)


Marque o que não se comprova na estrutura das estrofes apresentadas.


A

O verso: "Tenho próprio casal, e nele assisto" revela que o eu lírico mora em casa própria.


B

O eu lírico percebe que está envelhecendo ao ver o semblante dele numa fonte.


C

O verso "Graças à minha" conota sorte e competência, porque ele era um magistrado.


D

O eu lírico dirige-se à amada dele por vocativos, comprovando que ele tem interlocutora com que mantém sintonia.