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Leia o poema a seguir, “A Vida é Loka”, de Sérgio Vaz, e assinale a alternativa INCORRETA.
Esses dias tinha um moleque na quebrada
com uma arma de quase 400 páginas na mão.
Uma minas cheirando prosa, uns acendendo poesia.
Um cara sem nike no pé indo para o trampo com o zóio vermelho de tanto ler no ônibus.
Uns tiozinho e umas tiazinha no sarau enchendo a cara de poemas. Depois saíram vomitando versos na calçada.
O tráfico de informação não para, uns estão saindo algemado aos diplomas depois de experimentarem umas pílulas de sabedoria. As famílias, coniventes, estão em êxtase.
Esses vidas mansas estão esvaziando as cadeias e desempregando os Datenas.
A Vida não é mesmo loka?
(Disponível em: https://www.geledes.org.br/vida-e-loka-por-sergio-vaz/)
Percebe-se a presença de variedade linguística social ou diastrática a partir da incorporação da fala que não obedece à norma padrão.
Sergio Vaz se afasta da tradição poética ao empregar um lirismo robusto e a louvação de um estilo de vida belo, afastando-se, para tanto, da poesia narrativa.
O poeta emprega metáforas construídas a partir da subversão do sentido de palavras ligadas à violência urbana.
De acordo com o poema, a educação e a literatura podem ser responsáveis pela diminuição dos índices de criminalidade.