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Texto 6
O roubo do pato
Diz a lenda que Rui Barbosa, ao chegar em casa, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal. Foi averiguar e constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de criação. Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus patos, disse-lhe:
Oh, bucéfalo anácrono!... Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopeia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica, bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei á quinquagésima potência que o vulgo denomina nada.
E o ladrão, confuso, diz:
Dotô, eu levo ou dêxo os pato?
Disponível em: https://www.tirodeletra.com.br/piadas/Oroubodopato.htm.
Com base no texto 6 e de acordo com a variedade padrão da língua escrita, assinale a alternativa correta.
Rui Barbosa e o ladrão falam idiomas diferentes, por isso este não compreende aquele.
A linguagem culta de Rui Barbosa é um exemplo da forma de comunicação que deve ser empregada no desempenho da função de um servidor público.
Ocorre uma variação diastrática do português, decorrente, sobretudo, das diferenças sociais dos envolvidos na situação comunicativa.
A língua falada pelo ladrão não segue regras que garantam o seu funcionamento.
A fala refere-se ao código de domínio social, enquanto a língua é o modo como cada indivíduo mobiliza esse código.