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No ano de 1991, a Banda de rock Engenheiros do Hawaii lançou uma canção intitulada “Muros & Grades”. Os primeiros versos da composição trazem características observadas em algumas metrópoles no contexto da pós-modernidade:
Nas grandes cidades, no pequeno dia a dia
O medo nos leva a tudo, sobretudo à fantasia
Então erguemos muros que nos dão a garantia
De que morreremos cheios de uma vida tão vazia
Então erguemos muros que nos dão a garantia
De que morreremos cheios de uma vida tão vazia
Nas grandes cidades de um país tão violento
Os muros e as grades nos protegem de quase tudo
Mas o quase tudo quase sempre é quase nada
E nada nos protege de uma vida sem sentido
O quase tudo quase sempre é quase nada
E nada nos protege de uma vida sem sentido
Um dia super
Uma noite super
Uma vida superficial
Composição: Humberto Gessinger e Augusto Licks. ENGENHEIROS DO HAWAII. Várias Variáveis. Rio de Janeiro: BMG (RCA-Victor), 1991. 1 CD com 14 faixas.
A partir da letra da canção, especificamente na segunda estrofe, assinale a alternativa correta:
O letrista brinca com rimas internas para demonstrar conhecimento sobre as metrópoles
A falta de paradoxos na letra da canção é uma marca da estética pós-moderna
O trecho “muros e grades”, na linha 2 da estrofe, aparece na canção como uma metáfora para representar as prisões e os edifícios que são comuns nas metrópoles
As antíteses apresentadas na estrofe trazem uma ideia de contraste, cujo significado reforça a tese de que a proteção física não resolve problemas mais profundos (como o sentido da vida).
A ideia central dos compositores foi criar aliterações e rimas interpoladas para traduzir signos sociais das grandes cidades