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Não confunda parentalidade positiva com falta de limites para crianças
Por Adriana Marruffo
A parentalidade autoritária está cada vez mais no passado, abrindo caminhos para uma educação positiva, focada em um desenvolvimento respeitoso e pautado no respeito aos sentimentos. A tendência, no entanto, muitas vezes não é bem-vista: na internet, não são poucas as pessoas que confundem educação infantil positiva com falta de limites.
“Educação positiva não é sinônimo de permissividade ilimitada. Embora a educação positiva valorize o respeito mútuo, a empatia e a comunicação aberta, também reconhece a importância de estabelecer limites claros e consistentes”, revela Tatiana Cicerelli, pediatra com Certificação Internacional em Disciplina Positiva pela Positive Discipline Association.
A confusão surge a partir da dificuldade de impor limites e regras de maneira positiva, visto que tendem a ser associadas a choro, gritaria, castigos e brigas.
“É crucial estabelecer limites para o desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças, porque esses limites fornecem estrutura, segurança e orientação necessárias para seu crescimento”, esclarece Larissa Fonseca, psicóloga clínica.
Por isso, é importante não confundir a educação infantil positiva com um mundo sem limites, e aprender a incorporá-la como aliada das regras.
O que é educação positiva?
A fronteira entre dar limites e ser autoritário sempre foi turbulenta. As gerações mais novas desejam quebrar os ciclos de parentalidade autoritária – na qual, em muitos casos, os problemas eram resolvidos a partir da violência, seja verbal, psicológica ou física – e optam por métodos que permitam um desenvolvimento cognitivo positivo e livre de medos.
“Diferencia-se de outros métodos de educação por priorizar o reforço positivo ao contrário de punições, incentivando a comunicação aberta e o estabelecimento de limites de forma amorosa. Por sua vez, a educação positiva é vista como ‘fora da curva’ porque desafia conceitos tradicionais de disciplina baseados em autoridade e punição”, reflete Tatiana.
É claro, o momento de ruptura com ciclos de medo não é fácil e requer trabalho emocional por parte dos próprios pais, mas é inegável que possui efeitos positivos no desenvolvimento da criança.
Os benefícios da educação positiva
A educação positiva, quando implementada com os limites adequados, pode trazer uma série de benefícios ao desenvolvimento cognitivo e emocional da criança, entre os quais destaca-se a autonomia, o autocontrole, a empatia e a resiliência. A pediatra aponta que, por meio da quebra do autoritarismo, estimula-se a autoestima e a confiança, bem como a resiliência emocional, pois em vez de serem punidas por seus erros, as crianças são encorajadas a aprender com as experiências e lidar de forma construtiva com emoções negativas.
Positividade resulta em falta de limites?
Apesar dos diversos benefícios de um modelo de educação positiva, a compreensão e a parceria entre pais e filhos muitas vezes é confundida com permissividade total.
Isso tem levado a cada vez mais casos de crianças que são descritas como descontroladas, desrespeitosas e pouco conscientes em relação a quem os rodeia e, por sua vez, pais temerosos em estabelecer regras para o lar e o dia a dia. Mas uma coisa é certa: a positividade deve ser aliada dos limites.
“Uma educação sem limites e excessivamente permissiva pode resultar em crianças com dificuldade de autocontrole, falta de responsabilidade e respeito pelos outros. Elas podem apresentar comportamentos disruptivos, dificuldades de relacionamento e baixo desempenho acadêmico. Além disso, podem desenvolver uma visão distorcida da realidade, acreditando que podem fazer o que quiserem sem consequências”, alerta a psicóloga.
Os limites também proporcionam aos pequenos segurança, estrutura e organização, ajudando-as a entender o que é esperado delas, promovendo autodisciplina, autocontenção e responsabilidade.
Adaptado de: https://claudia.abril.com.br/familia/nao-confunda educacao-positiva-com-a-falta-de-limites.
No trecho “Os limites também proporcionam aos pequenos segurança, estrutura e organização, ajudando-as a entender o que é esperado delas, promovendo autodisciplina, autocontenção e responsabilidade.”,
os pronomes destacados deveriam estar flexionados no masculino, pois retomam o referente “os pequenos”.
os pronomes estão flexionados no feminino plural para concordar com as palavras do gênero feminino “segurança, estrutura e organização”.
os pronomes estão flexionados no feminino plural para concordar com as palavras do gênero feminino “autodisciplina, autocontenção e responsabilidades”.
os pronomes poderiam flexionar no singular para concordar com o núcleo mais próximo “organização”.