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Atenção: Para responder às questões de números 7 a 10, baseie-se no texto a seguir.
Humanos e máquinas
Humanos e máquinas poderão se fundir tão completamente que os humanos não serão capazes de sobreviver se estiverem desconectados da rede. Estarão conectados desde o útero, e, se em algum momento da vida você optar por se desconectar, as companhias de seguro talvez se recusem a lhe fazer um seguro de vida, empregadores talvez se recusem a empregá-lo, e serviços de saúde talvez se recusem a cuidar de você. Na grande batalha entre saúde e privacidade, a saúde provavelmente vencerá sem muito esforço.
À medida que, através de sensores biométricos, cada vez mais dados fluírem de seu corpo e de seu cérebro para máquinas inteligentes, será fácil para corporações e agências do governo conhecer você, manipular você e tomar decisões por você. Mais importante ainda, eles serão capazes de decifrar os mecanismos profundos de todos os corpos e cérebros, e com isso adquirir o poder de fazer a engenharia da vida. Se quisermos evitar que uma pequena elite monopolize esses poderes, que parecem divinos, e se quisermos impedir que a humanidade se fragmente em castas biológicas, a questão-chave é: quem é dono dos dados? Os dados do meu DNA, meu cérebro e minha vida pertencem a mim, ao governo, a uma corporação ou ao coletivo humano?
Melhor será invocar juristas, políticos, filósofos e artistas para que voltem sua atenção para esta charada: como regular a propriedade de dados? Essa talvez seja a questão política mais importante de nossa era.
(Adaptado de: HARARI, Yuval Noah. 21 questões para o século 21. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 109-110)
Na reconstrução de uma frase do texto, há adequada correlação entre os tempos e modos verbais em:
A solução política mais factível haveria de ser esta, desde que a tenhamos considerado em sua gravidade.
À medida que os dados fluírem das máquinas para o nosso corpo, terá sido fácil para as empresas controlar-nos a todos.
Homens e máquinas poderiam se fundir tão completamente que os homens não teriam sido capazes de sobreviver.
Se tivéssemos querido evitar que uma pequena elite mobilizasse esses poderes, a questão-chave teria sido desafiadora.
Melhor teria sido invocarmos filósofos, políticos e artistas para que nos venham a ajudar naquela charada.