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“A escola tem a obrigação, sim, de manter o cuidado com a adequação social do produto linguístico de seus alunos, isto é, tem de garantir que seus alunos entendam que têm de adequar registros, e ela tem de garantir que eles tenham condições de mover-se nos diferentes padrões de tensão e de frouxidão, em conformidade com as situações de produção. Isso é obrigação da escola, que a escola antiga valorizou tanto, a ponto de ser estigmatizada por isso, e que, em nome da própria linguística, a escola de hoje negligencia.” (Neves 2000, p. 52) A partir da leitura do texto acima e da discussão do papel do professor de Língua Portuguesa na escola, pode-se entender que o novo conceito do estudo tem a finalidade de:
Estimular somente o aprendizado de variedades linguísticas em sala de aula como demonstração do saber democrático.
Aplicar modelos de ensino que desconstruam a gramática normativa como referência do estudo linguístico, promovendo a inclusão de variedades informais nos planos de aula.
Ressignificar o conceito de certo e errado em sala de aula, expondo para o alunado que distorções normativas também podem edificar a aprendizagem e promover a inclusão destes junto à classe social de prestígio.
Ampliar a forma de conhecimento em sala de aula por meio da interdisciplinaridade, ao correlacionar os saberes técnicos de diferentes áreas na busca por um melhor desenvolvimento linguístico do alunado.
Promover o letramento para empoderamento e inclusão social, por meio de práticas de linguagem que se insiram no contexto da realidade social e cultural.


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