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Leia o texto a seguir para responder às questões de 06 a 09:
A missão Artemis II, que levou humanos de volta à Lua, carrega consigo um peso histórico. Afinal, a humanidade não visita o seu satélite desde 1972, quando a Apollo 17 concluiu a missão que levou o homem à Lua. Mas a verdadeira inovação da Artemis II não está no design do foguete. O que realmente faz dessa missão um marco histórico é quem está sentado na cabine de comando. Ao levar a primeira mulher, o primeiro homem negro e o primeiro não norte-americano para o espaço profundo, a Nasa decreta o fim de uma era. Basta olhar para o retrovisor. Quando o homem pisou na Lua, os heróis do programa Apollo tinham um perfil padronizado: homens, brancos, americanos e militares.
A escalação da Artemis II vira essa página. E isso está longe de ser apenas uma jogada de relações públicas. É o reconhecimento prático de que explorar o universo não deve ser um direito reservado a um único grupo demográfico. É preciso, porém, conter a euforia e olhar para a foto oficial da missão com uma dose de realismo. Os representantes do Sul Global, por exemplo, seguem sem ter um lugar nas jornadas rumo à imensidão do espaço. A verdadeira pluralidade de nações que não orbitam a influência direta de Washington continua ignorada. A Artemis II é um começo, que pode, e deve, ser ampliado no futuro. Para que a humanidade realmente consiga se enxergar por inteiro quando olhar para as estrelas, a porta dessa nave precisará se abrir muito mais.
(Correio Braziliense. Opinião. “Diversidade no espaço”, 08.04.2026. Disponível em: www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2026/04/7392599--diversidade-no-espaco.html. Adaptado)
Considere o trecho a seguir do 2º parágrafo:
“É preciso, porém, conter a euforia e olhar para a foto oficial da missão com uma dose de realismo.”
Nesse trecho, o termo “porém” estabelece uma relação de
conclusão entre a correção sobre a distorção histórica e a euforia com as missões espaciais.
contraste entre a empolgação com o avanço histórico e a necessidade de se manter realista.
alternância entre o progresso na diversidade e a ausência de países do Sul Global na missão.
explicação entre a questão da diversidade e os grupos que não compõem as missões atuais.
adição entre os avanços históricos e a clara urgência de um senso de realismo nessa questão.