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O texto apresenta uma reflexão sustentada por um percurso argumentativo que discute a i...

O texto apresenta uma reflexão sustentada por um percurso argumentativo que discute a impossibilidade de um “olhar transparente” e, ao mesmo tempo, recusa um “olhar opaco”. Para tanto, recorre a múltiplas vozes culturais, filosóficas e literárias. Nesse movimento, o autor articula referências diversas: a fábula indiana dos quatro cegos e o elefante, figuras do imaginário literário universal como Narciso e a “velha que pergunta ao espelho” (a Rainha Má, de Branca de Neve), além de uma citação humorística atribuída a Woody Allen. Considerando esse conjunto, a construção argumentativa do texto se caracteriza por


A

o uso de interdiscursividades e intertextualidades explícitas que funcionam como matrizes simbólicas culturalmente compartilhadas, reforçando a ideia de que nenhum sujeito alcança uma compreensão total de si mesmo ou do outro.


B

o emprego de referências simbólicas de caráter meramente ilustrativo, que não contribuem de modo significativo para a argumentação, limitando-se a exemplos pontuais sem articulação com discursos culturais consolidados.


C

a presença de alusões culturais que compõem enfeites estilísticos com pouca interação com a progressão argumentativa, atuando de maneira independente do eixo conceitual do texto ao não dialogarem com os saberes partilhados.


D

a utilização de menções a personagens que são empregadas para caracterizar o estilo figurativo do autor, sem produzir impactos na progressão argumentativa ou no modo como o leitor é levado a compreender a complexidade do olhar e a necessidade da reflexão empática.