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• Leia o texto a seguir para responder as questões de 1 a 10.
“Florentino Ariza perdeu a fala e o apetite e passava as noites em claro rolando na cama. Mas, quando começou a esperar a resposta à sua primeira carta, sua ansiedade se complicou com diarreias e vômitos verdes, perdeu o sentido da orientação e passou a sofrer desmaios repentinos, e a mãe se aterrorizou porque seu estado não se parecia com as desordens do amor e sim com os estragos do cólera. O padrinho de Florentino Ariza, antigo homeopata que tinha sido confidente de Trânsito Ariza desde seus tempos de amante oculta, se alarmou também à primeira vista com o estado do enfermo porque tinha o pulso tênue, a respiração rascante e os suores pálidos dos moribundos. Mas, o exame revelou que não tinha febre, nem dor em nenhuma parte, e a única coisa que sentia de concreto era uma necessidade urgente de morrer. Bastou ao médico um interrogatório insidioso, primeiro a ele e depois à mãe, para comprovar, uma vez mais, que os sintomas do amor são os mesmos do cólera.”
(Gabriel Garcia Márquez. O Amor nos Tempos do Cólera, 1985.)
“[...] perdeu o sentido da orientação e passou a sofrer desmaios repentinos [...]”
A regência do verbo “perder”, no contexto em que se insere, é:
Transitiva indireta, em que o objeto indireto é “da orientação”.
Transitiva direta, em que o núcleo do objeto direto é o termo “sentido”.
Bitransitiva, em que o objeto direto é “o sentido”, e o objeto indireto é “da orientação”.
Transitiva direta, em que o objeto direto se trata do período “o sentido da orientação e passou a sofrer desmaios repentinos”.