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Atenção: Leia o texto a seguir para responder às questões de números 12 a 14.
Volta e meia aparece alguém declarando que não gosta de arte contemporânea. Assim, na lata, sem maiores especificações. Normalmente, nesses casos, o contemporâneo entra como uma espécie de estilo tardio; não se gosta da arte contemporânea, mas sim do impressionismo, por exemplo. O que sobressai aí é uma percepção (uma irritação) de que a partir de algum momento na história teria se perdido o foco, e qualquer gesto, por mais arbitrário que pareça, passou a poder reivindicar legitimidade artística. Nostalgias à parte, multiplicaram-se as formas de arte e diversificaram-se as genealogias poéticas.
(Adaptado de: OSORIO. Luiz Cammo. Arte contemporânea brasileira. ln: Agenda Brasileira: temas de uma sociedade em mudança (org. André Botelho e Ulla Motitz Schwarcz). Companhia das Letras)
Ao mencionar o sentimento de "irritação", o autor refere-se
à ideia de que qualquer forma de arte pode se apresentar como mero objeto de consumo.
ao descompasso entre a expectativa do público e as práticas artísticas contemporâneas.
à crítica do público ao caráter enigmático manifestado pela arte contemporânea.
à falta de critérios lógicos para determinar a função das práticas artísticas.
ao caráter regressivo da arte contemporânea, quando comparada às práticas artísticas do passado.