Imagem de fundo

A partir da leitura do Texto 01, depreende-se que a crítica...

Texto 01 para as questões 01 a 05:


"O mundo é formado por um conjunto de lugares e de redes. O que é rede para uns é lugar para outros. O que é lugar para uns é rede para outros. Mas o que é lugar para todos é o espaço da vida, o espaço do cotidiano, o espaço da reprodução da vida. A globalização atual, no entanto, é perversa, porque ela se funda na tirania do dinheiro e na tirania da informação. Ela é uma globalização como fábula, pois nos faz crer em um mundo que não existe, e como perversidade, pois o mundo que ela constrói é o mundo da desigualdade, da pobreza, da fome, do desemprego, da violência."


Fonte: SANTOS, Milton. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. 4. ed. Rio de Janeiro: Record, 2000.


Texto 02 para as questões 06 a 10:


"O Estado não é uma ampliação do círculo familiar e, ainda menos, uma integração de certos agrupamentos, de certas vontades particulares, de que a família seria o melhor exemplo. Não existe, entre o círculo familiar e o Estado, uma gradação, mas antes uma descontinuidade e até uma oposição. A verdade é que eles pertencem a ordens diferentes. Só pela transposição de um abismo é que se pode passar de um para outro. No fundo, o que o Estado representa é a negação da família, e não a sua continuação."


Fonte: HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. 26. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1995

A partir da leitura do Texto 01, depreende-se que a crítica central de Milton Santos à globalização contemporânea reside na:


A

Inexistência de redes técnicas capazes de integrar os lugares de forma eficiente.


B

Natureza excludente do processo, que prioriza fluxos financeiros e informacionais em detrimento da vida humana.


C

Necessidade de extinguir o conceito de "lugar" para que a globalização atinja seu potencial pleno.


D

Superioridade da "fábula" como ferramenta de desenvolvimento econômico para países periféricos.