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Em 1905, aos 26 anos, publicou trabalhos revolucionários...

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 8.


Como Albert Einstein organizava seu tempo


"A vida é como andar de bicicleta. Para se manter equilibrado, é preciso seguir em frente."

A frase foi escrita por Albert Einstein a seu filho Edward, em 1930. O físico, uma das maiores mentes da história, viveu de acordo com essa ideia, mantendo-se ativo até o fim da vida. Premiado com o Nobel de Física em 1922, tornou-se uma referência que transformou profundamente os rumos da ciência.

Frequentemente descrito como um rebelde curioso e apaixonado pelo conhecimento, Einstein também cultivava vínculos afetivos duradouros, contrariando a imagem de isolamento que muitos lhe atribuem. Sua vida revela um equilíbrio instável entre genialidade, disciplina e distração.

Para ele, a imaginação possuía valor superior ao conhecimento acumulado. Sua infância foi marcada por dificuldades na fala e na aprendizagem, o que retardou seu desenvolvimento. Esse processo, contudo, levou-o a refletir mais profundamente sobre conceitos fundamentais, como espaço e tempo, o que influenciou diretamente suas descobertas.

Sua extraordinária capacidade de concentração foi determinante para sua produção científica. Em 1905, aos 26 anos, publicou trabalhos revolucionários enquanto trabalhava em um escritório de patentes. Era capaz de cumprir suas tarefas rapidamente e dedicar o restante do tempo à elaboração de ideias próprias. Essa habilidade permitia-lhe manter o foco mesmo em ambientes com distrações, como o barulho de crianças.

O violino desempenhava papel importante em seu processo criativo. Ao tocar, muitas vezes encontrava soluções para problemas complexos, como se a música estimulasse a organização de seu pensamento.

Apesar dessa produtividade, conciliar trabalho e vida pessoal nem sempre foi simples. Embora participasse da rotina familiar e cuidasse do filho, sua dedicação à ciência gradualmente se sobrepôs às relações pessoais, contribuindo para tensões em seu casamento e posterior separação. Esse afastamento familiar teve impacto emocional significativo, levando-o a mergulhar ainda mais no trabalho.

Sua intensa dedicação resultou em exaustão física e mental. Durante períodos de grande concentração, esquecia até mesmo de se alimentar. Em cartas, reconhecia que frequentemente deixava de almoçar por estar absorto em suas pesquisas.

Após novo casamento, passou a contar com o apoio da esposa na organização de aspectos práticos do cotidiano, o que lhe permitiu concentrar-se quase exclusivamente em sua produção intelectual. Atividades como caminhadas e navegação ajudavam a aliviar a mente após longos períodos de esforço cognitivo.

Sua vida cotidiana era marcada pela simplicidade. Mantinha uma rotina regular, com leitura de jornais e caminhadas até o local de trabalho. Seus pedidos materiais eram mínimos, revelando um perfil austero e pouco interessado em bens ou luxo.

Mesmo diante das limitações impostas pela idade e pela saúde, manteve-se ativo até seus últimos dias, dedicando-se à busca por uma teoria unificada. Embora não tenha alcançado esse objetivo, sua trajetória consolidou sua posição como um dos maiores cientistas da história.

Em 1905, aos 26 anos, publicou trabalhos revolucionários "enquanto trabalhava em um escritório de patentes".


Quanto à classificação da oração destacada, assinale a alternativa CORRETA.


A

Oração subordinada adverbial concessiva.


B

Oração subordinada adverbial temporal.


C

Oração subordinada adverbial causal.


D

Oração subordinada coordenada explicativa.


E

Oração subordinada adjetiva restritiva.