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Considere as passagens: • A Índia bloqueia avanços em temas...

Leia o texto para responder às questões de 06 a 10:


Comércio global à margem da OMC


A reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Camarões terminou como tantas desde o colapso da Rodada Doha, em 2008: sem acordo. Negociações sobre o comércio digital fracassaram. Tentativas de reformas institucionais empacaram. Delegações voltaram para casa com declarações vagas. O representante comercial dos EUA anunciou que Washington buscaria acordos fora da OMC.

O impasse não surpreende. A organização depende do consenso entre mais de 160 países. A Índia bloqueia avanços em temas sensíveis, como tributação digital. Os EUA mantêm paralisado o órgão de apelação. A China resiste a mudanças que atinjam seus subsídios. A máquina roda formalmente, mas não produz resultados.

Ainda assim, o comércio global não desacelerou na mesma proporção. Cadeias produtivas continuam ligando fábricas na Ásia, centros tecnológicos na Europa e mercados consumidores nas Américas. Fluxos apenas mudam de caminho, deslocando fornecedores e rotas. Os governos não estão emulando o unilateralismo dos EUA, e não se materializou um protecionismo generalizado. Os países negociam, mesmo quando a OMC não decide.

As regras não desapareceram, mas já não dependem do fórum que as consolidou. Desfazer operações globais implicaria custos elevados, perda de escala e ruptura de contratos. Quando políticas comerciais avançam nessa direção, encontram resistência de empresas e mercados. A integração econômica sobrevive por inércia e interesse, mesmo quando a arquitetura institucional vacila.

Grandes rodadas de liberalização são coisa do passado. Trata-se de preservar alguma previsibilidade num sistema mais fragmentado e modular. A alternativa não é entre uma OMC perfeita e o colapso, mas entre um sistema imperfeito e funcional ou o caos baseado na lei do mais forte. Isso exige flexibilidade para contornar bloqueios, mas também algum esforço de coordenação para evitar que o comércio se transforme numa sucessão de pactos desconectados. Sem esse equilíbrio, o risco não é exatamente o fim da globalização, mas sua degradação. Até aqui, o comércio tem resistido mais do que as instituições que deveriam organizá-lo. A letra da OMC está morta. Seu espírito vive.


(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 09.04.2026. Adaptado)

Considere as passagens:


• A Índia bloqueia avanços em temas sensíveis, como tributação digital. (2o parágrafo)

• Ainda assim, o comércio global não desacelerou na mesma proporção. (3o parágrafo)

• As regras não desapareceram, mas já não dependem do fórum que as consolidou. (4o parágrafo)

• Isso exige flexibilidade para contornar bloqueios, mas também algum esforço de coordenação... (5o parágrafo)


As expressões destacadas estabelecem entre as orações do texto, correta e respectivamente, relações de sentido de:


A

exemplificação; oposição; oposição; adição.


B

comparação; conclusão; oposição; oposição.


C

conformidade; adição; comparação; conclusão.


D

comparação; oposição; comparação; adição


E

exemplificação; adição; explicação; oposição.