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No Ensino Médio, aprofundam-se também a análise e a...

No Ensino Médio, aprofundam-se também a análise e a reflexão sobre a língua, no que diz respeito à contraposição entre uma perspectiva prescritiva única, que segue os moldes da abordagem tradicional da gramática, e a perspectiva de descrição de vários usos da língua. Ainda que continue em jogo a aprendizagem da norma-padrão, em função de situações e gêneros que a requeiram, outras variedades devem ter espaço e devem ser legitimadas. A perspectiva de abordagem do português brasileiro também deve estar presente, assim como a reflexão sobre as razões de sua ainda pouca presença nos materiais didáticos e nas escolas brasileiras.


(BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018. BRASIL)


Considerando as teorizações de Irandé Antunes (2003) e Maria Helena de Moura Neves (2013) sobre a gramática na escola, é correto afirmar que o posicionamento explicitado na BNCC encontra eco nas obras das autoras, que


A

entendem as variedades linguísticas como expedientes propícios para contrapor os usos formais aos informais, servindo estes como materiais a serem normatizados gramaticalmente.


B

reconhecem a necessidade de considerar as diversas variedades linguísticas do português para que a educação linguística ocorra de modo produtivo e significativo aos alunos.


C

propõem o abandono completo da descrição gramatical e da nomenclatura, vistas como empecilho para o bom desempenho linguístico e insuficientes para melhorar práticas de leitura e escrita.


D

consideram a produção de sentido mais relevante que a classificação gramatical, pois esta é facilmente aplicável aos fatos da língua escrita, mas não o é em relação a fatos da língua falada.


E

defendem o ensino de língua materna como sinônimo de ensino da gramática da língua, priorizando o domínio da nomenclatura e dos usos linguísticos de acordo com a norma-padrão.