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Em prática de leitura em sala de aula, com base em Dolz...

Leia o excerto do conto de Conceição Evaristo para responder às questões de 32 a 38:


A morte brinca com balas nos dedos gatilhos dos meninos. Dorvi se lembrou do combinado, o juramento feito em voz uníssona, gritado sob o pipocar dos tiros:

— A gente combinamos de não morrer!

Limpou os olhos. Lágrimas apontavam diversos sentimentos. A fumaça que subia do monturo de lixo ao lado justificava qualquer gota ou rio-mar que surgisse e rolasse pela face abaixo. Era a fumaça, desculpou-se consigo mesmo e cantarolou mordiscando a dor, a canção do Seixas: “Quem não tem colírio usa óculos escuros.”

A morte incendeia a vida, como se essa estopa fosse. Molambos erigem fumaça no ar. Na lixeira, corpos são incinerados. A vida é capim, mato, lixo, é pele e cabelo. É e não é. Na televisão deu:

— Mataram a mulher, puseram o corpo na lixeira e atearam fogo!


(Conceição Evaristo, “A gente combinamos de não morrer”. Olhos d’água, 2016)

Em prática de leitura em sala de aula, com base em Dolz, Noverraz e Schneuwly (Gêneros orais e escritos na escola. 2004), os alunos devem reconhecer que, no texto de Conceição Evaristo, a capacidade de linguagem dominante e o domínio social de comunicação são, correta e respectivamente:


A

expor, com contrastes de informações; transmissão e construção de saberes.


B

relatar, com enredo não-linear; discussão de problemas sociais controversos.


C

argumentar, com contraste de opiniões; negociação de tomadas de posição.


D

argumentar, com opinião única; representação pelo discurso de experiências vividas.


E

narrar, com enredo linear; cultura literária ficcional.