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No início do texto, as perguntas e a situação hipotética...

Leia o Texto 3 para responder às questões de 07 a 09.


Texto 3


Por que diabos “merda” é palavrão? Aliás, por que a palavra “diabos”, indizível décadas atrás, deixou de ser um? Outra: você já deve ter tropeçado numa pedra e, para revidar, xingou-a de algo como “filha-da-puta”, mesmo sabendo que a dita nem mãe tem.

Pois é: há mais mistérios no universo dos palavrões do que o senso comum imagina. Mas a ciência ajuda a desvendá-los. Pesquisas recentes mostram que as palavras sujas nascem em um mundo à parte dentro do cérebro. Enquanto a linguagem comum e o pensamento consciente ficam a cargo da parte mais sofisticada da massa cinzenta, o neocórtex, os palavrões “moram” nos porões da cabeça. Mais exatamente no sistema límbico. É o fundo do cérebro, a parte que controla nossas emoções. Trata-se de uma zona primitiva: se o nosso neocórtex é mais avantajado que o dos outros mamíferos, o sistema límbico é bem parecido. Nossa parte animal fica lá.


BURGOS, A ciência do palavrão: o que está por trás dos xingamentos mais comuns. Superinteressante [edição virtual], São Paulo, 31 jan. 2008. Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/a-ciencia-do-palavrao/ . Acesso em: 04 jun. 2026.

No início do texto, as perguntas e a situação hipotética envolvendo a pedra contribuem para


A

criticar diretamente o uso frequente de palavrões na linguagem cotidiana.


B

defender que os palavrões deixaram de existir na comunicação contemporânea.


C

aproximar o leitor do tema por meio de situações cotidianas e linguagem informal.


D

sugerir que o uso de palavrões depende exclusivamente da intenção racional do falante.