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O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 29.
Milhões de idosos vivem sem apoio adequado no Brasil, diz estudo
O Brasil conta com mais de 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais e passa por um processo acelerado de envelhecimento populacional. A terceira onda do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), conduzido pela Fiocruz Minas em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), acendeu um alerta sobre as condições de vida dos idosos.
Considerada uma das maiores pesquisas sobre envelhecimento no Brasil, ela mostra que milhões de idosos enfrentam dificuldades para manter a autonomia e não recebem o suporte necessário para lidar com essas limitações.
Um dos dados mais preocupantes do levantamento é que 20,4% dos idosos brasileiros apresentam dificuldade para realizar pelo menos uma atividade básica do dia a dia, como tomar banho, se vestir, comer, usar o banheiro ou levantar da cama.
Segundo os pesquisadores, isso representa cerca de 6,5 milhões de pessoas vivendo com algum grau de limitação funcional.
O problema se agrava quando a pesquisa analisa a rede de apoio disponível para esse grupo. Entre os idosos que têm dificuldade para realizar atividades cotidianas, apenas 37,9% recebem ajuda. Isso significa que a maioria não conta com assistência regular, mesmo enfrentando limitações que afetam diretamente sua independência e qualidade de vida.
Os resultados indicam ainda que a situação piora com o avanço da idade. Enquanto 13,9% das pessoas entre 60 e 69 anos apresentam limitações funcionais, esse percentual sobe para 44,2% entre aqueles com 80 anos ou mais. As mulheres também são mais afetadas: 23,1% relatam dificuldades para atividades básicas, contra 17% dos homens.
O estudo também aponta falhas na estrutura de cuidados oferecida aos idosos. Apenas 5,8% dos cuidadores afirmaram ter recebido algum tipo de treinamento para desempenhar essa função.
Para os pesquisadores, esse dado evidencia a falta de políticas públicas voltadas à capacitação e ao suporte de familiares e cuidadores informais, que frequentemente assumem a responsabilidade pelos cuidados sem orientação adequada.
Além da falta de assistência, a pesquisa mostra que fatores urbanos e sociais também dificultam o envelhecimento saudável. Entre os idosos que vivem em áreas urbanas, 42,7% afirmam ter medo de cair por causa de buracos, defeitos em calçadas ou problemas nas vias públicas próximas de casa. Entre os idosos com 80 anos ou mais, esse índice chega a 63,1%.
A sensação de insegurança também afeta milhões de brasileiros mais velhos. Segundo o levantamento, 12,1% dos idosos consideram as vizinhanças muito inseguras em relação à violência e à criminalidade.
Na área da saúde, a pesquisa identificou que 34,4% dos idosos apresentam níveis compatíveis com hipertensão arterial. O percentual corresponde a cerca de 11 milhões de brasileiros que precisam de acompanhamento para evitar complicações graves, como infarto, acidente vascular cerebral, insuficiência renal e demência vascular.
Os pesquisadores destacam que os desafios do envelhecimento vão muito além das doenças. Questões como mobilidade urbana, acessibilidade, segurança, assistência domiciliar e suporte aos cuidadores têm impacto direto na autonomia e no bem-estar da população idosa.
O estudo também reforça a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) nesse cenário. Cerca de dois terços dos brasileiros com 60 anos ou mais dependem exclusivamente da rede pública para atendimento médico. Além disso, 69,2% estão vinculados à Estratégia Saúde da Família, considerada uma das principais portas de entrada para o cuidado dessa população.
AYA, Giu. Milhões de idosos vivem sem apoio adequado no Brasil, diz estudo. CNN Brasil, 5 jun. 2026. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/milhoes-de-idosos-vivem-sem-apoio-adequado-no-brasil-diz-estudo/ . Acesso em: 29 jul. 2026.
"Além da falta de assistência, a pesquisa mostra que fatores urbanos e sociais também dificultam o envelhecimento saudável."
A sintaxe de colocação pronominal trata da disposição dos pronomes oblíquos átonos na frase, em que a ordem de colocação deve seguir regras específicas para garantir a correção gramatical e a clareza do enunciado.
Com base nisso, assinale a alternativa que apresenta a reescrita e a justificativa corretas quanto à colocação pronominal, substituindo 'o envelhecimento saudável' por pronome oblíquo átono.
Tanto a próclise quanto a ênclise são admitidas nesse caso, já que não há palavra atrativa, podendo o pronome ser posicionado livremente antes ou depois do verbo na norma culta.
A colocação adequada é a ênclise, uma vez que, na ausência de conjunção subordinativa antes do verbo, o pronome deve vir posposto, como em 'fatores urbanos e sociais também dificultam-no'.
A colocação adequada é a próclise, uma vez que há presença de palavra atrativa que exige essa colocação, como em 'fatores urbanos e sociais também o dificultam'.
A colocação adequada é a ênclise, com o pronome sob a forma 'o', como em 'fatores urbanos e sociais também dificultam-o', uma vez que o verbo 'dificultar' termina em som nasal, exigindo essa variação do pronome.