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Na linguagem poética, visando obter maior expressividade...

Para responder às questões de 07 a 14, leia o soneto “LXXI” do poeta Cláudio Manuel da Costa (1729-1789).

Eu cantei, não o nego, eu algum dia

Cantei do injusto Amor o vencimento,

Sem saber que o veneno mais violento

Nas doces expressões falso encobria.

Que Amor era benigno, eu persuadia

A qualquer coração de Amor isento;

Inda agora de Amor cantara atento,

Se lhe não conhecera a aleivosia1.

Ninguém de Amor se fie: agora canto

Somente os seus enganos, porque sinto

Que me tem destinado estrago tanto.

De seu favor hoje as quimeras2 pinto:

Amor de uma alma é pesaroso3 encanto;

Amor de um coração é labirinto.

(Domício Proença Filho (org.). A poesia dos inconfidentes, 1996.)

1 aleivosia: engano, traição.

2 quimera: ilusão.

3 pesaroso: em que há pesar, ou seja, tristeza, desolação.

Na linguagem poética, visando obter maior expressividade, pode-se empregar um tempo verbal em lugar de outro. É o que ocorre nos seguintes versos:


A

“Eu cantei, não o nego, eu algum dia / Cantei do injusto Amor o vencimento,” (1ª estrofe)


B

“Amor de uma alma é pesaroso encanto; / Amor de um coração é labirinto.” (4ª estrofe)


C

“Inda agora de Amor cantara atento, / Se lhe não conhecera a aleivosia.” (2ª estrofe)


D

“Sem saber que o veneno mais violento / Nas doces expressões falso encobria.” (1ª estrofe)


E

“Que Amor era benigno, eu persuadia / A qualquer coração de Amor isento;” (2ª estrofe)