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Leia o texto a seguir:
A cigarra e a formiga
A cigarra, tendo cantado todo o verão, viu-se completamente sem provisões quando o inverno chegou. Não tinha nenhum pedacinho de inseto ou de larva. Foi então queixar-se da falta de alimentos na casa da formiga, sua vizinha, pedindo-lhe que lhe emprestasse alguns grãos para subsistir até a primavera.
– Palavra de animal, eu lhe pagarei juros e principal, antes da próxima colheita.
A formiga não empresta nada. Este é seu menor defeito.
– Que é que você fazia no verão, diz ela à que deseja tomar emprestado.
– Não se aborreça, todos os dias e noites eu cantava.
– Estou muito bem. Você cantava; pois bem; agora dance.
(Fábula de La Fontaine, extraída de José Luiz Fiorin, Elementos de análise do discurso, 1990)
De acordo com José Luiz Fiorin, na fase de manipulação no nível narrativo, “um sujeito age sobre outro para levá-lo a querer e/ou dever fazer alguma coisa”. Na fábula de La Fontaine, a manipulação feita pela cigarra ocorre por meio de
uma provocação, sendo que a performance revela a conjunção dela com o objeto.
um pedido, sendo que a performance revela a disjunção dela com o objeto.
uma ordem, sendo que a performance revela a conjunção dela com o objeto.
uma sedução, sendo que a performance revela a disjunção dela com o objeto.
um arrependimento, sendo que a performance revela a disjunção dela com o objeto.