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Assinale a alternativa cuja palavra destacada, mesmo não...

Leia o texto a seguir para responder às questões de 01 a 03.

Os robôs não são a grande ameaça à humanidade; os desumanos, sim

Quanto se ganha por ler uma poesia? Ou por deixar a música invadir e mudar a batida do coração? Qual o valor de ter o fôlego interrompido diante de uma escultura, de uma flor ou do pôr-do-sol? Quanto vale o que nos faz mais humanos? É na ampliação do sentir que percebemos o mundo e nos implicamos nele. O que nos preenche a alma não é palpável, quantificável ou útil, mas é o que embeleza a vida, e para isso não há preço.

Ninguém sabe o momento exato que vai realizar essa verdade, talvez porque esse momento nem exista, é aos poucos que a gente se humaniza, e isso é o oposto do processo de desumanização, que ocorre rápido, devasta amizades, amores e famílias, como uma peste ou uma guerra.

A praga do utilitarismo corrói os bons afetos. As relações humanas pautadas por ele são empobrecedoras, tornam o mundo pior, não importa o que de longe possa parecer.

Somos razão, mas existimos, com grandeza, é na sensibilidade.

Sou inconformada com o embrutecimento do mundo. Diante de tantas possibilidades da humanidade dar um salto de consciência, entristece ver pessoas com o coração mais árido, menos dispostas a se deixarem afetar por relações humanas baseadas na ausência de utilidade.

Nada contra o networking. Sobre isso acho o óbvio: útil. Mas é o inútil contido nas humanidades que nos torna mais interessantes, eventualmente, até para fazer negócios. (...)

Não são os robôs a grande ameaça à humanidade, são os desumanos.

As disciplinas humanísticas pedem passagem como antídoto à barbárie da

utilidade. A desumanidade turva a compreensão da realidade óbvia e permite cegueiras coletivas, que abrem espaço para aberrações comportamentais. Exige esforço, mas é preciso dedicar mais tempo para resgatar valores comunitários.

As relações baseadas em princípios mais humanos melhoram as pessoas. A riqueza interior supera o lucro. Apoiar o ensino de novos conceitos de riqueza baseados em sentimentos e não em matéria é remédio para um mundo adoecido e autodestrutivo. (...)

AGUIAR, Auré. Os robôs não são a grande ameaça à humanidade; os desumanos, sim. A Gazeta. Disponível em <https://www.agazeta.com.br/colunas/aure-aguiar/os-robos-nao-sao-a-grande-ameaca-a-humanidade-os-desumanos-sim-0424>.

Assinale a alternativa cuja palavra destacada, mesmo não sendo um pronome possessivo, apresenta o sentido de posse


A

“Quanto se ganha por ler uma poesia?”


B

“O que nos preenche a alma não é palpável”


C

“Quanto vale o que nos faz mais humanos?”


D

“é aos poucos que a gente se humaniza”


E

“É na ampliação do sentir que percebemos o mundo e nos implicamos nele.”