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A escrita inventada acompanhada de mediações pedagógicas, na fase inicial de aprendizagem da língua escrita, colabora significativamente para a compreensão da escrita alfabética pela criança, em seu uso tanto na escrita quanto na leitura.
No entanto, após compreendido o princípio alfabético, é necessário, para o pleno domínio da leitura e da escrita, que a criança desenvolva habilidades de ler e escrever palavras com rapidez, fluência e de forma preferencialmente automática.
SOARES, M. Alfabetização - a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2018, p. 251.
Considerando a concepção apresentada por Magda Soares neste trecho, uma prática pedagógica coerente com o desenvolvimento da alfabetização consiste em
favorecer a escrita inventada como estratégia permanente de aprendizagem, priorizando a construção de hipóteses sobre a escrita em todas as etapas da alfabetização.
articular atividades de reflexão sobre o sistema de escrita alfabética com práticas que promovam, progressivamente, fluência e automatização na leitura e na escrita.
ampliar gradativamente o trabalho com a leitura e a escrita de palavras, após a compreensão do princípio alfabético, priorizando o contato frequente com diferentes textos.
desenvolver atividades de compreensão do sistema de escrita alfabética, associando-as ao uso de textos que ampliem as práticas sociais de leitura e escrita.
promover situações de leitura e escrita desde o início da alfabetização, articulando a compreensão do sistema de escrita com práticas significativas de uso da língua.