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No contexto da alfabetização e do desenvolvimento da produção textual, a atuação do professor e a forma de avaliar a aprendizagem assumem papel decisivo. Considerando uma abordagem que valoriza o processo de construção do conhecimento linguístico, é correto afirmar que:
A avaliação contínua e formativa permite acompanhar o percurso de aprendizagem, considerando interações, hipóteses e revisões textuais.
O professor atua como transmissor do conhecimento, cabendo ao aluno reproduzir corretamente as convenções da escrita.
A avaliação deve ocorrer ao final das atividades, concentrando-se no produto escrito e na correção formal do texto.
A intervenção docente deve ser mínima, a fim de garantir a autonomia do aluno desde as primeiras produções escritas.
Atenção! Leia o relato de uma atividade realizada nos primeiros anos do Ensino Fundamental para responder às próximas duas questões.
Primeiramente foi apresentado para as crianças, em um cartaz, o poema “Perguntas e respostas cretinas”, de Elias José. Fizemos a leitura e nos divertimos muito com o poema. Sugeri então à turma que pensassem em palavras que rimassem com seu próprio nome e/ou dos colegas da sala. Fui escrevendo no quadro uma lista de nomes e, à medida em que encontrávamos uma rima, escrevia junto do nome, como por exemplo: Raquel/pastel; Taciana/banana. Depois, levantei uma proposta: “Que tal criarmos um outro poema com os nossos nomes?”. Todos concordaram. Então iniciei: “Você conhece a Taciana?” Eles concluíram: “Aquela que comeu ‘banana’?” Eles ditavam e eu escrevia no quadro, sempre buscando fazer a reflexão. “Como eu escrevo a palavra ‘banana’?”, “Com qual sílaba começa?”, “Com quantas letras eu escrevo a palavra ‘banana’?”, “Quantas vezes eu abro a boca para falar ‘banana’?” “E que letra eu vou botar primeiro?”.
MORAIS, Artur Gomes de; LEITE, Tânia Maria Rios. In: MORAIS; ALBUQUERQUE; LEAL. (Org.) Alfabetização: apropriação do sistema de escrita alfabética. Belo Horizonte: Autêntica, 2005. Adaptado.
Do ponto de vista da estratégia de alfabetização descrita no relato, avalie se as alternativas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F).
I. Trata-se de uma atividade que favorece o desenvolvimento da chamada “consciência fonológica”, por meio de reflexões sobre a rima das palavras.
II. É uma atividade para alfabetizar letrando, que promove o ensino do sistema de escrita alfabética com práticas sociais reais de leitura e escrita.
III. É uma prática que privilegia o desenvolvimento de habilidades de memória e perceptivo-motoras, como a memorização das letras relativas a cada som e a discriminação formal entre elas.
As afirmativas são, respectivamente,
F – F – F.
V – F – V.
F – V – V.
V – V – F.
V – V – V.
Dentro das abordagens pedagógicas, o método fônico de alfabetização se destaca por suas características específicas. Considerando esta metodologia analise as proposições a seguir:
I.Ensina os sons das letras e em seguida constrói a mistura destes sons para alcançar a pronúncia completa da palavra.
II.Depois que alguns fonemas já foram aprendidos, ai então se ensina a combiná-los de modo a formar palavras.
III.Primeiro ensina-se as vogais depois as sílabas, frases e por fim os textos.
Após análise, assinale a alternativa correta.
Apenas as proposições II e III estão corretas.
Apenas a proposição II está correta.
Apenas a proposição III está correta.
Apenas as proposições I e II estão corretas.
I. A concepção de alfabetização como o ensino das habilidades de codificação e decodificação, predominante durante o século XX, foi pedagogicamente efetivada por meio da criação de diferentes métodos de alfabetização - métodos sintéticos (fônicos e silábicos, por exemplo) x métodos analíticos (método global, por exemplo) - que padronizaram a aprendizagem da leitura e da escrita.
II. As cartilhas como método de alfabetização passaram a ser amplamente utilizadas como livro didático para o ensino nessa área e se constituíam, na maioria das vezes, no único ou no principal material de ensino da leitura e da escrita.
III. Ensinar a ler e escrever com base nos métodos analíticos ou sintéticos exigia que as crianças apresentassem uma prontidão para o início do processo de alfabetização. Essa prontidão estava relacionada ao desenvolvimento de habilidades somente motoras e, na maioria das vezes, era desenvolvida a partir do 1º ano de ensino fundamental.
Qual alternativa é entendida como afirmação que o(s) item(ns) é(são) correto(s)?
Apenas I.
Apenas II e III.
Apenas I e II.
Apenas III.
I, II e III estão corretos.
A alfabetização e o letramento constituem os primeiro passos necessários, para que um ser humano adquira conhecimentos a fim de crescer social, econômica, ética e moralmente. Não poderá haver letramento sem alfabetização. As primeiras séries do aprendizado são as mais importantes para dar base à formação intelectual, moral, e espiritual do indivíduo.
Leia atentamente o comando, as assertivas e, em seguida, identifique a única alternativa correta.
I.A leitura de um texto, com ligeira dificuldade, soletrando, no entanto assina o nome nos diversos documentos, já constitui letramento.
II.Alfabetização é o processo inicial da leitura, relaciona-se com o entendimento, com a interpretação do texto, isto é, com a prática da língua nas diversas atividades.
III.Entendimento, compreensão, interpretação de um texto e a prática da língua em diversas atividades, isto é letramento.
IV.Desenvolvimento de outras atividades além de habilidades alfabéticas e ortográficas para decodificar a língua, identifica letramento.
Apenas estão certas as assertivas:
I, II e IV.
II e IV.
II e III.
I e IV.
III e IV.


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A alfabetização é um dos processos, da educação formal, mais importantes na vida do ser humano, já que ele, desde que nasce, insere-se numa sociedade letrada e interage com a linguagem escrita, lendo e buscando compreender o mundo à sua volta.
Segundo Cagliari:
É fundamental memorizar a escrita para desenvolver a produção oral.
O segredo da alfabetização é a escrita.
Alfabetizar é ensinar a ler e a escrever.
É primordial ensinar o aluno a decorar a escrita, enfatizando o processo de alfabetização.
Emília Ferreiro afirma que a construção do conhecimento da leitura e da escrita tem uma lógica individual, embora aberta à interação social, na escola ou fora dela.
Assinale a opção que contenha, segundo a teoria da Psicogênese da Língua Escrita, as fases da alfabetização, em respectiva ordem.
Silábica - silábico-alfabética - alfabética - cognitiva.
Cognitiva - silábica - silábico-alfabética - alfabética.
Pré-silábica - silábico-alfabética - alfabética - cognitiva.
Pré-silábica - silábica - silábico-alfabética - alfabética.
Considerando o desenvolvimento cognitivo da criança de maneira coerente e epistemológica relacionado à aquisição da leitura e escrita por meio dos processos de alfabetização e letramento, analise as afirmativas a seguir.
I. A criança no processo de alfabetização precisa estar em contato com diferentes suportes textuais; vale salientar que apenas o contato com gêneros diversificados não garante que o aluno se alfabetize, ou seja, não o fará leitor ou escritor, é necessária a participação em atividades que explorem seus usos e funções sociais de forma significativa e contextualizada no uso de práticas cotidianas.
II. O professor alfabetizador, sob a égide do alfabetizar letrando, poderá oportunizar ao educando um momento de discussão sobre o gênero recado e explicitar a sua função social de maneira contextualizada.
III. O ensino, pautado nas concepções do alfabetizar letrando, culminou em diferentes reflexões voltadas para a distinção entre os processos de alfabetização e letramento, embora sejam processos distintos e indissociáveis, caminham sempre juntos.
Está correto o que se afirma em
I, II e III.
II, apenas.
III, apenas.
I e II, apenas.
Os níveis de escrita na alfabetização são na verdade decodificação de traçados sinais gráficos e letras. Sendo assim, temos níveis psicogenéticos de escrita, de acordo com Maria Emílio Ferreiro, uma das precursoras do Construtivismo. Analise as imagens e assinale a alternativa correta.
I. 
II. 
III. 
IV. 
Na respectiva ordem, temos nível alfabético, silábico, pré-silábico 1 ou silábico alfabético e pré-silábico.
Na respectiva ordem, temos nível alfabético, pré-silábico, silábico e pré-silábico 1 ou silábico alfabético.
Na respectiva ordem, temos nível pré-silábico, alfabético, pré-silábico 1 ou silábico alfabético e silábico.
Na respectiva ordem, temos nível pré-silábico, alfabético, silábico e pré-silábico 1 ou silábico alfabético.
Na respectiva ordem, temos nível alfabético, silábico, pré-silábico e pré-silábico 1 ou silábico alfabético.
As práticas de alfabetização devem privilegiar atividades de memorização e de reiteração de regras, a fim de que o estudante tenha acesso ao mundo mágico da leitura, conforme enuncia Paulo Freire.
Certo
Errado


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No início dos anos 90, trabalhando como alfabetizadora de crianças de seis anos de idade, a professora Tereza, enquanto falava da nasalização provocada pela presença do “n” e do “m” após as vogais, explicou aos alunos que “porque a mamãe ama o papai e o bebê, antes de ‘p’ e ‘b’ se escreve ‘m’”. A explicação funcionou naquele tempo e todos aprenderam a lição. Hoje, os tempos mudaram e Tereza não dá mais aula para crianças pequenas. Ao ensinar a mesma lição, com base em seus conhecimentos de Fonética e Fonologia do Português, ela pode dizer o seguinte:
Segundo o alfabeto fonético e, de acordo com o mecanismo de corrente de ar pulmonar, /p/, /b/, /m/ são consoantes lábio-dentais, guardando, portanto, lugares de articulação semelhantes, o que justifica a ocorrência na escrita ortográfica do “m” antes de “p” e “b”.
Entendendo que fonema e letra correspondem, na ordem, à fala e à escrita, o fato de os fonemas /m/,/p/,/b/ serem bilabiais torna-os semelhantes do ponto de vista do lugar de articulação. Isso, por conseguinte, aparece na escrita como uma regra ortográfica.
Os fonemas /p/, /b/, /m/ possuem modos ou maneiras de articulação diferentes, o primeiro é oclusivo, o segundo é fricativo e o terceiro é nasal. Isso justifica a combinação deles na escrita e nas regras ortográficas.
O /m/ é a única consoante nasal do nosso alfabeto fonético e, por essa razão, ele é o único responsável por nasalizar as vogais e formar dígrafos. Nas regras ortográficas, a consoante “m” pode ser usada indiscriminadamente para representar os dígrafos vocálicos.
Sendo /p/ e /b/ consoantes oclusivas, a primeira desvozeada e a segunda vozeada, e /m/, igualmente oclusivo, temos um caso de semelhanças quanto ao ponto de articulação. Desse modo, é justificável que as regras de escrita ortográfica respeitem essa relação fonética.
Segundo o conteúdo do fragmento do texto dado, depreende-se que, nessa perspectiva,
os “conteúdos” correspondem, basicamente, ao conjunto de saberes e conhecimentos requeridos em práticas sociais letradas, tais como aqueles necessários para a participação em práticas discursivas de leitura e produção de textos de diversos gêneros.
se o letramento do aluno for o objetivo da ação pedagógica, o movimento será do conteúdo para a prática social, e não o contrário, uma vez que é necessário garantir a ele a aquisição dos conhecimentos necessários para cada etapa de ensino, os quais são pré-determinados no currículo.
é natural que as representações ou os modelos que viabilizam a comunicação na prática social – os gêneros – sejam unidades importantes no planejamento, o que significa que a atividade da aula deve ser organizada em função de qual gênero ensinar, pois é imprescindível que sejam abordados os gêneros que são definidos de antemão como parte integrante do currículo.
é a progressão do mais fácil ao mais difícil o que facilita ou dificulta a aprendizagem, até porque é possível dizer o que torna algo fácil ou difícil a um indivíduo, considerando que as turmas são homogêneas no que tange ao desenvolvimento cognitivo e às práticas sociais de que participam.
Nenhuma das alternativas acima.
Na contemporaneidade, os estudos da língua têm se baseado, principalmente, em estudos realizados em torno da ideia para se entender a linguagem como forma de interação. Sobre este aspecto, leia as afirmativas e Indique se as afirmativas são V, para verdadeiras, e F, para falsas:
I.(__)Nesse sentido, a linguagem como forma de interação considera "o sujeito que fala e pratica ações que não conseguiria levar a cabo a não ser falando; e com ela o falante age sobre o ouvinte, constituindo compromissos e vínculos que não preexistiam à fala".
II.(__)A língua vive e evolui historicamente na comunicação verbal concreta, não no sistema linguístico abstrato das formas da língua nem no psiquismo individual dos falantes", "mas pelo fenômeno social da interação verbal, realizada através da enunciação ou das enunciações.
III.(__)A aprendizagem da leitura, escrita e fala da língua oficial no Ensino Fundamental se restringe à área de Língua Portuguesa.
IV.(__)As atividades ofertadas nas aulas de língua portuguesa relacionadas a compreensão, análise, interpretação e produção de textos têm fins puramente gramaticais.
V.(__)No ensino da língua materna, no nosso caso - língua portuguesa-, deseja-se que o aluno saiba não só refletir e construir uma visão crítica sobre o mundo a partir da língua.
Após análise, assinale a alternativa com a sequência CORRETA:
I.V, II. V, III.F, IV.F, V.V.
I.V, II. V, III.F, IV. F, V.F.
I.F, II. V, III.F, IV.F, V.V.
I.V, II. F, III. F, IV.F, V.V.
I.V, II. V, III.V, IV.F, V.V.

(ANDRADE; SILVA; SILVA, 2021. Legenda: (1) Paz (2) Amor (3) carinho (4) Felicidade (5) O amor é bom (6) Nickson Gabriel.)
A criança que escreveu tem seis anos, cursa o 2º ano do ensino fundamental anos iniciais em uma instituição pública de ensino. Analisando a escrita constatamos que ela se encontra no nível quatro, denominado como hipótese silábico-alfabética, de acordo com a teoria da psicogênese da escrita defendida por Emília Ferreiro e Ana Teberosky, sendo caracterizada pela transição entre as hipóteses silábicas e a alfabética.
(Andrade; Silva; Silva, 2021, p. 5. Adaptado.)
Considerando a psicogênese da escrita e as fases de seu desenvolvimento, analise as afirmativas a seguir.
I. Na transição da fase silábico-alfabética é importante que o professor trabalhe produção de textos coletivos, em duplas, a partir de imagens, dentre outros, fazendo a correção no quadro para que todos acompanhem.
II. A alfabetização, na teoria da psicogênese da escrita, é uma teoria que parte da epistemologia de Jean Piaget e tem nos erros dos alunos um processo de construção do conhecimento.
III. No nível alfabético, mesmo já sendo considerada alfabetizada, a criança ainda escreve foneticamente (como se pronuncia) registrando os sons da fala, sem considerar as normas ortográficas da escrita padrão e da segmentação das palavras na frase.
IV. A teoria da psicogênese da escrita, quando desenvolvida em uma turma de mesma faixa etária (6-8 anos), promove o desenvolvimento linear da turma, proporcionando que todos avancem concomitantemente entre as fases da alfabetização.
V. Para Ferreiro, a língua escrita é uma representação da linguagem; dessa forma, o processo de aquisição da leitura e da escrita vai muito além de decifrar seus códigos, mas é também conceitual e ocorre por meio da interação entre o objeto de conhecimento o sujeito.
Está correto o que se afirma apenas em
IV.
IV e V.
I, II e III.
I, II, III e V.
Ferreiro e Teberosky iniciaram, em 1974, uma investigação, partindo da concepção de que a aquisição do conhecimento se baseia na atividade do sujeito em interação com o objeto de conhecimento e demonstraram que a criança antes de chegar à escola tem ideias e faz hipóteses sobre o código escrito, descrevendo os estágios linguísticos que percorre até a aquisição da leitura e da escrita. Assim, a partir do advento do que ficou conhecido como psicogênese da língua, podemos compreender as fases ou os estágios pelos quais nossas crianças transitam até se apropriar do código escrito. A imagem seguir representa como é a escrita em um desses estágios:

Sobre as características observadas, assinale a afirmativa correta.
Escrita pré-silábica: a criança passa a entender que as sílabas possuem mais de uma letra. Porém, para entender os fonemas, é importante que a criança também pratique sílabas só com uma letra intercalada com sílabas maiores.
Escrita alfabética: a criança passa a reproduzir adequadamente todos os fonemas de uma palavra; percebe o modo de construção do código da escrita. Entende que a escrita possui uma função social, mas ainda não se mostra nem léxica nem ortográfica.
Escrita silábico-alfabética: a criança passa a relacionar as sílabas faladas a mais de uma letra. Ela realiza as primeiras combinações de vogais e consoantes em uma mesma palavra, tentando combinar sons, e entende que a escrita representa o som da fala e já é capaz de realizar leituras menos complexas. É a fase inicial de fonetização da escrita.
Escrita silábica: a criança admite haver correspondência entre letras e fala, mesmo que ela não esteja pronta para conectar as letras aos seus sons e que registre cada sílaba por meio de apenas uma letra, aleatória ou não. A criança tenta ainda fonetizar a escrita e dar valor sonoro para as letras, e passa a desconfiar de que a menor unidade de língua seja a sílaba.


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O grande debate dos métodos está presente no nosso país há mais de um século, baseando-se, essencialmente, nas duas posturas históricas que dizem respeito à iniciação da leitura e da escrita: o Método Sintético e o Método Analítico ou Global.
Em relação a estes métodos, pode-se afirmar que:
O Método Sintético centra-se em efetuar resumos sucessivos a partir dos elementos mais simples (palavras e sons) até às combinações mais complexas.
O Método Sintético centra-se em efetuar resumos sucessivos a partir dos elementos mais simples (letras e sons) até às combinações mais complexas.
O Método Analítico ou Global consiste em partir de um todo conhecido (uma letra, uma palavra ou uma frase) em que, através de sínteses aleatórias, torna-se possível a descoberta dos elementos mais complexos.
O Método Analítico ou Global consiste em partir de um todo conhecido (uma letra, uma palavra ou uma frase) em que, através de análises sucessivas, torna-se possível a descoberta dos elementos mais dissociados.
Os estudos de Emília Ferreiro e Ana Teberosky, bem como seus colaboradores, sobre a aquisição da escrita (ou sobre a psicogênese da escrita), fornecem uma excelente base para fundamentar discussões de natureza metodológica. Sobre o tema alfabetização e letramento, assinale a afirmativa INCORRETA.
A criança começa a aprender a escrita somente quando entra para escola; pois, ao entrar em contato com a linguagem escrita, ela começará o seu processo de aprendizado.
O desenvolvimento das hipóteses envolve construções progressivas, por meio das quais a criança amplia seu conhecimento sobre a escrita com base na reelaboração de hipóteses anteriores.
Na busca de compreensão da escrita, a criança faz perguntas e dá respostas a essas perguntas por meio de hipóteses baseadas na análise da linguagem escrita, na experimentação de modos de ler e de escrever, no contato, ou na intervenção direta de adultos.
As hipóteses feitas pela criança se manifestam muitas vezes em suas tentativas de escrita (frequentemente chamadas de escritas “espontâneas”) e, por isso, não são “erros”, no sentido usual do termo, mas sim a expressão das respostas ou hipóteses que a criança elabora.
Assinale a alternativa CORRETA, considerando o conteúdo do texto.
Escrita e oralidade mantêm uma relação de complementariedade obrigatória e estão intrinsicamente relacionadas à cultura, o que permite concluir que comunidades ágrafas podem ser consideradas sociedades sem cultura.
'Alfabetização’ e ‘letramento’ são apresentados no texto como substantivos sinônimos, uma vez que ambos os conceitos envolvem questões relativas à aquisição da escrita e ao uso desta em situações reais de interação.
Na história do desenvolvimento humano, há uma estreita ligação entre as relações de trabalho e o desenvolvimento da linguagem oral, motivada pela necessidade de se estabelecer comunicação e interação com o outro.
Segundo Leontiev (1978), as necessidades oriundas do trabalho representam o único fator que levou ao surgimento e ao desenvolvimento da linguagem, já que o trabalho está presente em diferentes esferas de interação humana.
Ao considerar a intrínseca relação entre trabalho e linguagem, o Currículo para rede pública municipal de ensino de Cascavel defende que o ensino de Língua Portuguesa deve ter como objetivo primordial preparar o cidadão para atuar competentemente no mercado de trabalho.
Julgue os itens a seguir em relação aos processos de hipóteses de escrita e hipóteses de leitura.
-
I.A formação de hipóteses de leitura é uma estratégia cognitiva baseada em diversos elementos textuais, explorados antes de começar a ler o conteúdo propriamente dito.
II.Hipótese de leitura consiste nas ideias que as crianças constroem sobre o que está ou não grafado em um texto escrito e o que se pode ler ou não nele, utilizando estratégias leitoras.
III.A formação de hipóteses de escrita é uma estratégia cognitiva baseada em diversos elementos textuais, explorados antes de começar a ler o conteúdo propriamente dito.
IV.Hipótese de escrita consiste nas ideias que as crianças constroem sobre o que está ou não grafado em um texto escrito e o que se pode ler ou não nele, utilizando estratégias leitoras.
-
Estão CORRETAS:
I, II e IV, apenas.
I e II, apenas.
II e IV, apenas.
II e III, apenas.
Sobre os aspectos sociolinguísticos da alfabetização, analise as afirmativas a seguir.
I. A codificação e a descodificação garantem que a aquisição da leitura e da escrita seja significativa, no sentido de que partem da discussão da palavra geradora, através do diálogo e dos códigos que o alfabetizando já domina, e constituem- -se em fase necessária de exploração das potencialidades mentais do alfabetizando, por intermédio das linguagens que devem preceder a técnica de ler e escrever, e que o instrumentalizam para o desempenho social, tendo acesso ao poder de reivindicação, através das habilidades de discutir, tomar a palavra, expor e superar as formas contemplativas (ingênuas) de compreender o mundo.
II. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto.
III. O diálogo entre professor e aluno é imprescindível, pois, através dele, o professor descobre a visão de mundo dos educandos para, no segundo passo, intervir, trazendo conhecimentos científicos que promovam a transformação da visão de mundo.
IV. A partir do momento em que o aluno tem a oportunidade de falar, e é ouvido pelo professor, sua postura se transforma em sala de aula e o respeito mútuo surge como elemento fundamental na construção da aprendizagem e da disciplina.
Está correto o que se afirma em
I, II, III e IV.
II e III, apenas.
III e IV, apenas.
I, II e III, apenas.


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