No primeiro parágrafo, o emprego do verbo estar em...
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No primeiro parágrafo, o emprego do verbo estar em...

Uma das maiores mentiras deste século é a afirmação corriqueira de que “na crise climática, estamos todos no mesmo barco”. Não estamos. Mas não estamos mesmo. Como também não estávamos na eclosão da pandemia de covid-19, que desde o início matou mais negros e pobres. E como não estaremos nas próximas pandemias que ainda virão, consequência da destruição da natureza e do processo de circulação capitalista de pessoas e de mercadorias.

O fato que precisa ser afirmado em voz bem alta em todas as oportunidades é que, para enfrentar a crise climática e se adaptar a ela, a minoria que a provocou tem luxuosos iates com tecnologia de ponta, enquanto a maioria tem um barquinho de papel.

Enquanto o número de refugiados climáticos cresce, produzidos pelas secas e inundações, assim como pela fome e pela violência que seguem seu rastro, supermilionários e bilionários constroem bunkers em “paraísos” como a Nova Zelândia, para se proteger das alterações do clima e dos desvalidos que ela produzirá. E, claro, manter seus privilégios intactos também no fim do mundo. Apocalipse, sim, mas em ambiente climatizado e bebendo vinhos exclusivos.

Eliane Brum. Banzeiro òkòtò: uma viagem à Amazônia centro do mundo.

São Paulo: Companhia das Letras, 2021, p. 71 (com adaptações).

Julgue os próximos itens, relativos às ideias e a aspectos linguísticos do texto apresentado.

No primeiro parágrafo, o emprego do verbo estar em diferentes tempos verbais — “estamos”, “estávamos”, “estaremos” — demonstra o caráter invariável e sistêmico da tese defendida pela autora.


C

Certo


E

Errado