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Texto I
Portugueses no Rio de Janeiro
O Rio de Janeiro é o grande centro da imigração
portuguesa até meados dos anos cinquenta do sé-
culo passado, quando chega a ser a “terceira cidade
portuguesa do mundo”, possuindo 196 mil portugue-
5 ses — um décimo de sua população urbana. Ali, os
portugueses dedicam-se ao comércio, sobretudo na
área dos comestíveis, como os cafés, as panifica-
ções, as leitarias, os talhos, além de outros ramos,
como os das papelarias e lojas de vestuários. Fora
10 do comércio, podem exercer as mais variadas profis-
sões, como atividades domésticas ou as de barbeiros
e alfaiates. Há, de igual forma, entre os mais afor-
tunados, aqueles ligados à indústria, voltados para
construção civil, o mobiliário, a ourivesaria e o fabrico
15 de bebidas.
A sua distribuição pela cidade, apesar da não
formação de guetos, denota uma tendência para a
sua concentração em determinados bairros, escolhi-
dos, muitas das vezes, pela proximidade da zona de
20 trabalho. No Centro da cidade, próximo ao grande
comércio, temos um grupo significativo de patrícios
e algumas associações de porte, como o Real Ga-
binete Português de Leitura e o Liceu Literário Por-
tuguês. Nos bairros da Cidade Nova, Estácio de Sá,
25 Catumbi e Tijuca, outro ponto de concentração da co-
lônia, se localizam outras associações portuguesas,
como a Casa de Portugal e um grande número de
casas regionais. Há, ainda, pequenas concentrações
nos bairros periféricos da cidade, como Jacarepa-
30 guá, originalmente formado por quintas de pequenos
lavradores; nos subúrbios, como Méier e Engenho
Novo; e nas zonas mais privilegiadas, como Botafogo
e restante da zona sul carioca, área nobre da cidade
a partir da década de cinquenta, preferida pelos mais
35 abastados.
PAULO, Heloísa. Portugueses no Rio de Janeiro: salazaristas e opositores em manifestação na cidade. In: ALVES, Ida et alii. 450 Anos de Portugueses no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Oficina Raquel, 2017, pp. 260-1. Adaptado.
Observe atentamente o uso dos sinais de pontuação do trecho abaixo (ℓ. 12-15):
“Há, de igual forma, entre os mais afortunados, aqueles ligados à indústria, voltados para a construção civil, o mobiliário, a ourivesaria e o fabrico de bebidas.”
Qual das reescrituras desse trecho emprega corretamente os sinais de pontuação?
Há, entre os mais afortunados de igual forma, aqueles ligados à indústria voltados para a construção civil, o mobiliário, a ourivesaria, e o fabrico de bebidas.
De igual forma, há, entre os mais afortunados, aqueles ligados à indústria, voltados para a construção civil, o mobiliário, a ourivesaria e o fabrico de bebidas.
Entre os mais afortunados, há de igual forma, aqueles ligados à indústria, voltados para a construção civil, o mobiliário, a ourivesaria, e o fabrico de bebidas.
Há entre os mais afortunados de igual forma, aqueles ligados à indústria, voltados para a construção civil, o mobiliário, a ourivesaria e o fabrico de bebidas.
De igual forma, entre os mais afortunados, há, aqueles, ligados à indústria, voltados para a construção civil, o mobiliário, a ourivesaria e o fabrico de bebidas.