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O crítico literário Antonio Candido, na obra “Formação da Literatura Brasileira” (2000), explica que o nacionalismo, no Brasil, consolidou-se como um conceito de grande relevância na Literatura por manifestar a busca pela identidade nacional e por ter ocorrido paralelamente ao surgimento do Romantismo literário e, acima de tudo, ao processo de independência do Brasil. Nesse sentido, o trabalho dos autores românticos resultou
na busca de elementos das culturas indígenas para marcar a representação nacional.
no afastamento das tendências europeias para acentuar a criação literária brasileira.
na produção de obras literárias caracterizadas pelo sentimento de pertencimento à América.
no projeto de uma Literatura criada a partir do imaginário europeu acerca do brasileiro.
Em “Formação da Literatura Brasileira” (2006), Antonio Candido define “sistema literário” como a articulação entre autores, obras e público, sustentada por continuidade histórica e autonomia estética. Considerando essa perspectiva, assinale a alternativa correta.
O sistema literário brasileiro só se forma quando rompe totalmente com a tradição europeia, adotando exclusivamente modelos nativos de expressão literária.
A consolidação do sistema literário no Brasil ocorre com a articulação entre produção escrita, recepção crítica e formação de um público leitor, enraizada na realidade nacional.
A autonomia da literatura brasileira depende da rejeição do público letrado urbano e da valorização das tradições populares orais.
Para Candido, a identidade nacional não é uma categoria relevante na análise literária, pois interfere na avaliação estética das obras.
O surgimento de um sistema literário brasileiro independente se dá apenas no século XX, com a eclosão do Modernismo.
A partir da crítica literária brasileira e da produção ficcional moderna e contemporânea, é possível reconhecer o debate sobre a identidade nacional como eixo estruturante de diversas obras e interpretações. Autores como Sérgio Buarque de Holanda e Darcy Ribeiro também contribuíram para essa reflexão em obras de interpretação do Brasil, que repercutem na crítica e na literatura de ficção. Sobre o tema, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) O romance “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa, expressa a identidade nacional por meio da linguagem híbrida, do sertão como espaço simbólico e da articulação entre o erudito e o popular.
( ) Para Sérgio Buarque de Holanda, a formação do Brasil se deu de forma equilibrada e harmônica entre heranças ibéricas, indígenas e africanas, sem conflitos estruturais.
( ) Darcy Ribeiro defende que a identidade nacional brasileira é resultado da fusão de matrizes culturais diversas, mas reconhece as tensões históricas e sociais nesse processo.
( ) Em “O Auto da Compadecida”, Ariano Suassuna articula elementos da tradição oral nordestina com influências do teatro popular e da religiosidade, compondo um painel cultural que contribui para a representação da identidade nacional.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – V – F – V.
F – F – V – F.
V – F – F – V.
F – V – V – F.
V – F – V – V.
Segundo a crítica literária contemporânea (BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira, 2020), a literatura infantojuvenil desempenha um papel fundamental na formação de leitores. Assinale a alternativa que melhor define sua principal função social.
Complexificação progressiva da competência literária mediante a exposição a estruturas narrativas sofisticadas e experimentações linguísticas que desafiam as convenções da linguagem cotidiana.
Criação de universos simbólicos nos quais o adolescente projeta e reelabora suas experiências existenciais, desenvolvendo simultaneamente habilidades de interpretação de mundo e autoconhecimento emocional.
Transmissão verticalizada de códigos comportamentais e preceitos morais através de arquétipos maniqueístas que reforçam dualismos entre bem/mal, certo/errado.
Objetivação da língua como sistema de regras, priorizando a aquisição de estruturas gramaticais complexas e repertório lexical erudito através de textos literários.
Proposta de evasão temporal das contingências da realidade imediata mediante narrativas de caráter fantástico que suspendem as exigências do pensamento crítico.
Leia o pequeno segmento de um texto publicitário a seguir, que cita duas vezes a expressão leitura crítica.
Neste livro o autor propõe uma nova forma de fazer jornalismo e, para isso, faz uma leitura crítica do jornalismo tradicional, da literatura, da classificação dos gêneros literários. No livro, a leitura crítica realizada sobre outros textos permite ao autor explicar como surgiu e como é esse novo gênero literário.
A leitura crítica pode ser definida como aquela em que
há o intento de busca por significados ocultos, que se encontram implícitos no texto e que devem ser inferidos a partir do vocabulário.
há a opção por saltar fragmentos e selecionar fragmentos tidos como mais importantes, apesar de o leitor contar com o texto completo.
analisam-se os conceitos principais e compreende-se a estrutura, a argumentação e as conclusões para interpretá-lo de outro ponto de vista.
ocorre uma leitura detalhada para a compreensão de conceitos técnicos de uma disciplina particular.
é lido o texto completo, mas sem a intenção de aprofundamento, à procura somente dos conceitos fundamentais.


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Os estudos literários se ocupavam em dar uma interpretação inseparável do texto. No entanto, por meio dos estudos culturais, a leitura das obras foi levada a um novo patamar, é CORRETO afirmar que os estudos culturais:
Por estimular a leitura de textos negligenciados e escritos na mesma época que autores imortalizados, afastam os alunos do cânone literário.
Substituem os estudos literários, uma vez que evidenciam sua inutilidade e provam que os aspectos culturais são os mais relevantes em uma análise literária.
Têm o foco no folclore de cada povo, para assim explicar como as histórias antes transmitidas apenas oralmente, ganharam corpo e prestígio universal.
Expandem a intepretação das obras literárias, uma vez que fatores culturais são também estudados e não vistos como objetos que estão dentro do texto apenas para serem contados.