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O excerto textual se desenvolve em torno do tema:
nostalgia originada por lembranças do passado.
viagens de férias em família na década de 1970.
modelos de carros antigos como Variant e Fusca.
classificação de gerações por épocas específicas.
“As imagens que chegaram de Bucha causaram comoção e revolta em todo o mundo. Civis executados com tiros na cabeça; os corpos com as mãos amarradas às costas, além de sinais de tortura, abandonados pelas ruas. Um homem sem vida ao lado da bicicleta, no meio da estrada. Uma cova coletiva com 57 cadáveres nos arredores da cidade.” (1º§)
Considerando-se as variadas características de tipos textuais diferentes, em relação ao trecho destacado anteriormente, pode-se afirmar que:
O enunciador se concentra no tema do discurso.
O enunciador designa no discurso, as variáveis do contexto verbal.
Há relação de anterioridade e posterioridade entre os fatos relatados.
A sequenciação da enunciação das imagens apresentadas não pode ser alterada.
TEXTO 1
___Estamos certos de que, em nenhum momento da existência humana, se identificou um inimigo biológico tão sombrio e cruel, capaz de trazer mais desafios e de confundir tanto a opinião pública como a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS). Possivelmente, ainda vamos permanecer atônitos e perplexos por muito tempo, mesmo depois da descoberta do seu tratamento, porque inúmeras são as implicações dessa nova ordem no contexto das relações sociais. (…)
___Mesmo que a intuição científica nos dê a esperança de que estamos marchando para a sua cura, muitas verdades médicas ainda não foram reveladas e o preconceito continua a crescer como uma avalanche medonha e avassaladora. O perigo de tal avanço é que essa doença saia do corpo dos pacientes e permaneça na imaginação de todos, estigmatizada pela discriminação odiosa e fantasiada pelo modismo que contamina os doentes, a sociedade e os próprios médicos. O risco, portanto, é se transformar a AIDS numa ficção, ou criar-se uma ideologia política autoritária capaz de promover o medo como controle social mais rigoroso.
___Antes, mesmo fatal, a tuberculose era uma doença impregnada por uma aura romântica. A AIDS não. Ela tem um estigma comprometedor e pode se transformar numa síntese do mal, como se a natureza estivesse se vingando dos horrores do mundo. De uma maneira ou de outra, as doenças sempre foram usadas como metáforas contra uma sociedade que é amoral ou injusta, como quem emite um apelo racional.
___Quando se disse, no início, que ela seria uma entidade dos homossexuais, era de fato dos homossexuais porque apenas neles se procurou a doença. Depois, afirmou-se que podia ser ainda dos consumidores de drogas injetáveis e passou a ser igualmente deles. Agora, é também dos heterossexuais, e a sua incidência, segundo essa visão, é cada vez maior. (…)
___O fato é que hoje, em toda parte, os portadores de AIDS enfrentam uma situação constrangedora. Sofrem o horror de uma doença que os estigmatiza no convívio social e os avilta na luta pelos meios de sobrevivência. São doentes marginais do desprezo e do abandono, mesmo dos que lhes são próximos. Negam-lhes tudo: o afeto, a estima, a solidariedade e, até, o direito de morrer com dignidade. (…)
FRANÇA, Genival Veloso de. AIDS - um enfoque bioético. In:
www.medicinalegal.com.br/artigos. Excertos.
O que se critica no texto 1 é:
o fato de a AIDS ainda permanecer como doença incurável.
a perplexidade das pessoas diante do tratamento da AIDS
a indecisão dos médicos quanto ao fato de a AIDS ser ou não uma doença dos homossexuais.
o estigma com que a sociedade percebe a AIDS.
o fato de a sociedade não ter conferido à AIDS a mesma aura romântica que revestia a tuberculose.