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Considerando-se os períodos literários, analisar os itens abaixo:
I. Os períodos literários correspondem a fases histórico-culturais em que determinados valores estéticos e ideológicos resultam na criação de obras mais ou menos próximas no estilo e na visão de mundo.
II. O estilo de época não tem abrangência, por englobar circunstâncias como as condições do meio e as influências políticas e sociais.
Os itens I e II estão corretos.
Somente o item I está correto.
Somente o item II está correto.
Os itens I e II estão incorretos.
Partindo do pressuposto de que a obra de Machado de Assis já se constitui como um clássico, ao menos no Brasil, a linha do pensamento de Ítalo Calvino, em Por que ler os clássicos, permite afirmar que a leitura obrigatória da obra de Machado, na escola:
é incoerente, porque levar um clássico como Machado de Assis para a sala de aula é correr o risco de que o aluno se afaste dessa leitura por não compreender sua sintaxe e vocabulário rebuscados.
é ineficaz, uma vez que um clássico funciona como tal no momento em que pode haver uma relação pessoal entre leitor e obra, ou seja, na vida adulta.
é coerente, pois a escola é obrigada a dar ao aluno os instrumentos necessários para que possam fazer escolhas de leituras futuras.
é ineficaz, pois as leituras mais eficazes de obras culturalmente valorosas ocorrem depois do ensino escolar, quando se tornam leituras desinteressadas.
é coerente, contanto que o instrumental crítico a respeito da obra do autor anteceda os textos originais, para que o aluno tenha o entendimento prévio daquilo que será lido.
A lírica europeia do século 20 não é de fácil acesso. [...] Mas é de uma produtividade surpreendente. A obra dos líricos alemães, do Rilke dos últimos tempos e de Trakl a G. Benn, dos franceses, de Apollinaire a Saint-John Perse, dos espanhóis, de García Lorca a Guillén, dos italianos, de Palazzeschi a Ungaretti, dos anglossaxônicos, de Yeats a T. S. Eliot, não pode mais ser colocada em dúvida quanto à sua significação. Esta obra mostra que a força de expressão da lírica, na situação espiritual do presente, não é inferior à força de expressão da filosofia, do romance, do teatro, da pintura e da música.
FRIEDRICH, Hugo. Estrutura da lírica moderna: da metade do século XIX a meados do século XX. São Paulo: Duas cidades, 1978, com adaptações.
Considerando o texto, assinale a alternativa que indica traços distintivos da lírica europeia do século 20.
A experiência vivida e o estado de ânimo e sentimentos do poeta.
A obscuridade, a dissonância e o estranhamento.
A universalidade e a imitação das formas clássicas.
A clareza, a harmonia e a pureza.
O retorno à natureza, a alegria, a serenidade interior.
Analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Uma característica comum às narrativas mais antigas é contar os feitos extraordinários de um herói. Por meio de longos poemas narrativos, um acontecimento histórico protagonizado por um herói ou por um povo é contado em estilo solene, grandioso.
( ) A poesia lírica surge como uma forma de expressar sentimentos e emoções pessoais pela voz do eu-lírico. Alguns exemplos dessa poesia são a elegia, a écloga, a ode e o soneto.
( ) Na poesia, além do significado das palavras, a sua sonoridade é a base para a construção de recursos poéticos, como o ritmo, a rima e o metro.
( ) A cena, num espetáculo teatral, é a unidade de ação das personagens. O mais importante, no gênero dramático, é o texto da obra; logo, corpo do ator na cena, assim como o cenário, o figurino e a iluminação têm pouca importância no desenrolar de uma peça.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – V – V – V.
V – V – V – F.
V – F – F – F.
F – F – V – V.
F – V – F – V.