Questões de Concurso sobre Eufemismo

 
 
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No primeiro parágrafo, faz-se referência ao eufemismo “colaborador”, utilizado no lugar de “empregado”. Do ponto de vista legal, não há conotação negativa no termo “empregado”.


Logo, o que o eufemismo “colaborador” procura suavizar é a relação, entre empregador e empregado, de:


A

indignação


B

humilhação


C

exploração


D

negação

O eufemismo é uma figura de linguagem que consiste na amenização de um termo ou expressão, de modo a suavizar a mensagem que foi transmitida. Nesse viés, assinalar a sentença que foi elaborada a partir de uma linguagem eufemística.


A

Todos nós somos verdadeiras máquinas humanas.


B

O pobre velho agora está no campo santo.


C

Minha prima é tão linda que assusta os postes.


D

Você tem cérebro, só falta o usar.

Imagem associada para resolução da questão


Fonte: https://www.olhovivoca.com.br/colunista/10819/o-mundo-sofre-de-humanidade-baixa/


Na fala da personagem — "O planeta ficou doente porque está com a humanidade baixa!" —, a eficácia da crítica social e o efeito de humor residem primordialmente em um recurso linguístico específico. Assinale a alternativa que descreve corretamente esse mecanismo:


A

Na utilização da sinestesia, ao atribuir ao planeta Terra estados biológicos humanos (doença), visando gerar comoção no leitor.


B

No emprego de uma ambiguidade deliberada sobre o termo "humanidade", que transita entre o sentido biológico/imunológico e o sentido ético/moral.


C

Na construção de uma Metonímia, em que a personagem substitui o "todo" (crise ambiental) por uma "parte" (doença física), para simplificar o discurso infantil.


D

No uso de um Eufemismo, que busca suavizar a gravidade da destruição ecológica através de uma metáfora médica.

É não se irritar quando se referem a nós, velhos, com eufemismos; terceira idade, melhor idade e idoso, palavras que nos infantilizam. (parágrafo 12)


Como na frase acima, há também eufemismo em:


A

É mais dificil lidar com o envelhecimento do que com a morte... (parágrafo 13)


B

Enquanto não recebo a visita da indesejável senhora, procuro conduzir a minha vida seguindo a filosofia do poeta [...]. (parágrafo 14)


C

Assolados por doenças graves, guerras, fome e epidemias, completar 30 anos era privilégio de poucos no tempo das cavernas. (parágrafo 4)


D

Morrer em idade avançada é um evento raro, singular e extraordinário, portanto menos natural do que os outros. (parágrafo 6)


E

Algumas vezes em resposta às mensagens do corpo: uma flechada no peito, um ranger nos ossos da bacia. (parágrafo 8)

"Você também erra, também se atrasa, (...) também tem vontade de mandar tudo praquele lugar.”. Falhou a análise do excerto em:


A

"Se" é um pronome que reflete a ação sobre quem a produz.


B

O período é exclusivamente formado por orações independentes.


C

"praquele lugar" é um eufemismo para suavizar a expressão de baixo calão.


D

"Também" é um modalizador com função de adicionar um argumento.

Temos um exemplo de eufemismo em:


A

O prisioneiro faltou com a verdade.


B

Que careta mais linda!


C

Ela quebrou a asa da xícara.


D

Leio Machado de Assis com entusiasmo.


E

Éramos mais felizes na fazenda.

No gênero enciclopédico, a linguagem figurativa é um recurso expressivo muito pontual e seu uso visa sempre à intencionalidade discursiva. No fragmento textual, a expressão “deslocamentos nos sentidos” é um(a)


A

hipérbole.


B

circunlóquio.


C

eufemismo corporativo.


D

metáfora conceitual.

Assinale a alternativa em que a palavra ou expressão destacada se apresenta na forma de um eufemismo.


A

Logo na entrada do restaurante, havia um aquário com um cardume de peixes azuis.


B

Apesar das várias tentativas dos médicos, o paciente virou comida para vermes.


C

O inteligentíssimo aluno conseguiu tirar uma nota zero na prova.


D

Após as refeições principais do dia, gosto sempre de comer mais dois pratos bem leves.


E

Após vários dias de sofrimento, meu amigo deixou o plano terreno.

Assinale a alternativa cujo enunciado é elaborado sob a figura de linguagem conhecida como eufemismo.


A

Ao menor gesto, os justiceiros podiam fazer qualquer desafeto comer capim pela raiz, num instante.


B

O rei do camarote chegou fazendo um estardalhaço, chamando a atenção até dos mais distraídos.


C

Seja de manhã, seja de tarde, seja de noite, o sentinela mantém-se firme na tarefa de proteger o portão do castelo medieval.


D

Farto de tanto lhe chamarem a atenção, o serviçal abandonou o seu posto.


E

O professor logo percebeu que alguns aprendizes eram desprovidos de habilidades mínimas de pensamento.

Leia o texto a seguir:


AUTORRETRATO


Até hoje, quando me olho ao espelho, fico assombrado. Então, eu sou aquilo que aparece escovando os dentes, fazendo a barba, verificando o estrago do tempo nos meus olhos? Sempre fui assim? Ou fui pior ou melhor? Quando escovo os dentes, por exemplo, sinto o gosto da infância que nunca foi embora, que me persegue e, em certo sentido, me ameaça.

Não pedi para nascer e muito menos para crescer. Não tenho nada com o adulto que substituiu a criança espantada diante do mundo, gostando e temendo o mundo. Fugindo e querendo ser do mundo. Não sou nostálgico, tenho até aversão aos nostálgicos. Sou melancólico — o que é outra coisa, apesar de parecida. Em criança, gostava das histórias em que um menino partia para conhecer o mundo, envolvia-se com os outros, o gigante que morava no castelo, o duende que morava na floresta, a bruxa de olhos verdes que tinha uma cesta de maçãs (como na história da Branca de Neve), a fada que não tinha rosto, silhueta apenas, e que, apesar de tudo, me protegia.

Gostando ou não dessa gente, eu não perdia a noção de que estava cumprindo um destino, uma missão: conhecer o mundo. Um dia voltaria para dentro de mim, farto dos outros, farto de mim mesmo. A busca transformou-se num retorno — por isso, talvez, minha atividade mais constante é escrever. Um gesto tão infantil como o de escovar os dentes, sentir na boca o gosto da espuma crescendo.

Um rito infantil que talvez nunca tenha mudado, é sempre o mesmo. Daí a pouca ou nenhuma importância que dou ao adulto que me sucedeu. É um farsante. Finge levar a vida com a seriedade possível, mas está louco para que a missão acabe e ele possa voltar a ser o menino que cresceu contra a vontade. Por isso, foi mudo até os cinco anos, não conseguia pronunciar nenhuma palavra, nenhum som articulado. E quando falou, falou errado. Trocava as letras, até os 15 anos tropeçava nas palavras. Fez testes (científicos na época) para avaliar o grau de sua dormência mental. No fundo, ele até que se distraía: falar errado ou nada falar era um recurso para não assumir a vida que não quis nem pediu. Até que fingiu bem. Entre mortos e feridos, teve seus momentos. Mais do que merecia ou precisava. Mesmo assim, nunca soube aproveitar esses momentos. Aos outros, sempre deu a impressão de não estar ali, de estar indo para outro lugar, aflito para ir embora e chegar a um lugar indeterminado onde não é esperado. Mas não importa. A convulsão de ir e de nunca chegar é um truque que ele aprendeu sem querer. Seria impossível viver sem esse truque.

O menino mudo até os cinco anos só falou quando levou um susto. Sua primeira palavra foi um grito. Prometeu-se nunca mais gritar, ainda que o preço do não grito fosse a palavra finalmente falada ou confusamente escrita. O menino encontrou um ofício, mas não um destino.


(Carlos Heitor Cony, do livro O harém das bananeiras)


Leia atentamente o trecho abaixo e indique qual foi a figura de linguagem utilizada:


"Quando escovo os dentes, por exemplo, sinto o gosto da infância que nunca foi embora, que me persegue e, em certo sentido, me ameaça."


A

Prosopopeia.


B

Anacoluto.


C

Hipérbole.


D

Eufemismo.


E

Metáfora.

Analise o seguinte enunciado do texto IV:


“A loucura, objeto de meus estudos, era até agora uma ilha perdida no oceano da razão. Começo a suspeitar que é um continente [...]” (l. 22 - 24)


Considerando o enunciado acima, no que se refere ao seu (con)texto, o locutor empreende relações entre alguns elementos, por meio de figuras de linguagem, para atribuir sentido ao termo loucura, cujos termos correspondentes são


A

metonímia – ilha / oceano.


B

metáfora – ilha / continente.


C

comparação – oceano / razão.


D

eufemismo – universo acanhado / Itaguaí.

Assinalar a alternativa que indica a figura de linguagem apresentada na imagem.


Imagem associada para resolução da questão


A

Eufemismo.


B

Hipérbole.


C

Perífrase.


D

Sinestesia.


E

Antítese.

No trecho em destaque “São desembarcadas as malas, as portas e janelas da casa e corpo se abrem e a clorofila começa a entrar pelos poros.”, qual figura de linguagem se observa?


A

Eufemismo.


B

Elipse.


C

Paradoxo.


D

Zeugma.


E

Metonímia.

O vídeo diz tudo ao contrário do que Tânia Carvalho defende.


Na frase, encontra-se uma figura de linguagem denominada:


A

Eufemismo.


B

Comparação.


C

Antítese.


D

Gradação.

Texto:


“O vilarejo amanheceu cansado.”


O efeito de sentido da frase decorre do uso de qual figura de linguagem?


A

Metáfora, pois transfere a característica humana de “cansaço” ao vilarejo.


B

Eufemismo, por suavizar uma expressão negativa.


C

Metonímia, por substituir o vilarejo pelos habitantes.


D

Prosopopeia, por atribuir ação humana a um ser inanimado.

No trecho: “...só o avanço das pesquisas poderá nos dar a medida exata da atuação do ‘satanás de botas’, segundo ensina a analogia corrente entre os camponeses referindo-se à atuação dos militares daqueles tempos”, a expressão “satanás de botas” é um exemplo de qual figura de linguagem?


A

Hipérbole – pois exagera os atos dos militares com o intuito de causar humor.


B

Metonímia – porque troca o nome dos militares por uma característica de seu uniforme.


C

Metáfora – pois compara implicitamente os militares a uma figura demoníaca, sem uso de conectivos.


D

Eufemismo – por suavizar a gravidade dos crimes cometidos pelos militares na região.

No texto adaptado de Fabrício Carpinejar, observa-se o uso de figuras de linguagem como recurso estilístico para enriquecer a expressividade do discurso. No trecho:


"Circula uma tirania de que precisamos falar sempre, para que a companhia não tenha dúvidas daquilo que sentimos."


Analise o uso das figuras de linguagem nesse trecho e assinale a alternativa correta:


A

O autor utiliza uma metáfora ao empregar o termo "tirania", associando-o a um regime de opressão que simboliza a obrigatoriedade imposta às demonstrações verbais de amor.


B

O termo "tirania" configura um exemplo de eufemismo, suavizando a crítica à imposição cultural de declarações constantes de amor.


C

Trata-se de uma personificação, já que o autor atribui características humanas à "tirania", como a capacidade de circular e impor regras.


D

A figura de linguagem predominante é a metonímia, pois "tirania" é usada como substituição de um todo (a sociedade) por uma parte (o conceito de obrigatoriedade).

Imagem associada para resolução da questão


Através do emprego dos verbos no gerúndio, no último verso da estrofe acima, tem-se exemplo de uma figura de linguagem denominada:


A

antítese.


B

eufemismo.


C

metonímia.


D

prosopopeia.


E

sinestesia.

No trecho: “Tossir, cuspir, jogar pra fora” (4ª verso), qual a figura de linguagem presente?


A

Metonímia.


B

Zeugma.


C

Eufemismo.


D

Hipérbole.


E

Gradação.

Leia os quadrinhos a seguir para responder às próximas duas questões.


Imagem associada para resolução da questão

RIBEIRO, Estevão. Empurrãozinho. Publishnews. 30 maio 2025.


O humor presente nos quadrinhos acima decorre da interpretação do sentido da palavra “empurrãozinho”, envolvendo a seguinte figura de linguagem:


A

Eufemismo.


B

Metonímia.


C

Hipérbole.


D

Catacrese.


E

Metáfora.

 
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