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Uma das habilidades da prática de leitura, escuta, produção de textos (orais, escritos, multissemióticos) e análise linguística/semiótica é “analisar elementos e aspectos da sintaxe do português, como a ordem dos constituintes da sentença (e os efeito que causam sua inversão), a estrutura dos sintagmas, as categorias sintáticas, os processos de coordenação e subordinação (e os efeitos de seus usos) e a sintaxe de concordância e de regência, de modo a potencializar os processos de compreensão e produção de textos e a possibilitar escolhas adequadas à situação comunicativa.” (BRASIL, 2018, p. 507)
Nesse caso, considerando-se a colocação dos pronomes oblíquos átonos na charge, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir.
( ) No terceiro balão, a palavra negativa determina o emprego da próclise.
( ) No segundo balão, o verbo no gerúndio exige a ênclise.
( ) É facultativo o emprego do pronome oblíquo nas locuções verbais, conforme empregado no segundo balão.
( ) O pronome relativo “que” atrai o pronome oblíquo “o”, por isso a próclise no primeiro balão.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é
V, V, F, F.
F, F, V, V.
F, V, F, V.
V, F, V, F.
V, V, F, V.
Ajustamos todo o material necessário e ensinamos a eles todas as técnicas de que necessitavam para a execução do trabalho proposto. O termo destacado na frase, acima, está, corretamente, substituído pelo pronome correspondente em:
Lhes ensinamos.
Ensinamos-lhes.
Ensinamo-nos.
Os ensinamos.
Ensinaram-nos.
Em relação à colocação pronominal, assinalar a alternativa CORRETA:
Não comporte-se dessa maneira comigo.
Me contaram que ela passou no vestibular.
Ninguém nos ajudou naquela época.
Isso desgasta-me a mente.
Assinale a alternativa cuja colocação pronominal esteja de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
Me fiz esta pergunta.
Ninguém me disse o porquê.
Não apetece-me esse questionamento.
Por ser um problema, lhe ignorarei.
Texto I
Meu reino por um pente
(Paulo Mendes Campos)
Filhos – diz o poeta – melhor não tê-los. Já o Professor Anibal Machado me confiou gravemente que a vida pode ter muito sofrimento, o mundo pode não ter explicação alguma, mas, filhos, era melhor tê-los.
A conclusão parece simples, mas não era; Anibal tinha ido às raízes da vida, e de lá arrancara a certeza imperativa de que a procriação é uma verdade animal, uma coisa que não se discute, fora do alcance do radar filosófico. “Eu não sei por que, Paulo, mas fazer filhos é o que há de mais importante.”
Engraçado é que, depois dessa conversa, fui descobrindo devagar a melancólica impostura daquelas palavras corrosivas do final de Memórias Póstumas1: “não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria”.
Filhos, melhor tê-los, aliás, o mesmo poeta corrige antiteticamente o pessimismo daquele verso, quando pergunta: mas, se não os temos, como sabê-lo? Resumindo: filhos, melhor não tê-los, mas é de todo indispensável tê-los para sabê-lo; logo, melhor tê-los.
Você vai se rir de mim ao saber que comecei a crônica desse jeito depois de procurar em vão meu bloco de papel. Pois se ria a valer: o desaparecimento de certos objetos tem o dom de conclamar, por um rápido edital, todas as brigadas neuróticas alojadas nas províncias de meu corpo.
Sobretudo instrumentos de trabalho. Vai-se-me por água a baixo o comedimento quando não acho minha caneta, meu lápis-tinta, meu papel, minha cola... Quando isso acontece (sempre) até taquicardia costumo ter; vem-me a tentação de demitir-me do emprego, de ir para uma praia deserta, de voltar para Minas Gerais, renunciar...
Ridículo? Sim, ridículo, mas nada posso fazer. Creio que seria capaz (talvez seja presunção) de aguentar com relativa indiferença uma hecatombe2 que destruísse de vez todos os meus pertences. O que não suporto é a repetição indefinida do desaparecimento desses objetos sem nenhum valor, mas sem os quais, a gente não pode seguir adiante, tem de parar, tem de resolver primeiro. [...]
1 Refere-se ao romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, publicado em 1881.
2 desastre, catástrofe
Nas orações “Filhos, melhor não tê-los” e “como sabê-lo” (4º§), notam-se pronomes oblíquos átonos que apresentam semelhanças e distinções entre si. Quanto a eles, é correto afirmar que:
o primeiro faz uma referência anafórica e o segundo, catafórica.
o primeiro tem um substantivo como referente e o segundo, uma ideia ou oração.
o primeiro exerce a função de objeto direto e o segundo, de objeto indireto.
o primeiro está enclítico ao verbo e o segundo em posição proclítica.
O pronome pessoal oblíquo átono pode mudar de posição, somente, na opção:
Não a vi mais na cidade.
Quem te contou isso?
Ela se ilude muito.
Quando a viu, desmaiou.
Alguns se afastaram da cena do crime.
Se a forma pronominal “se”, em “se define” (linha 12), fosse deslocada para a posição enclítica — define-se —, haveria prejuízo para a correção gramatical da oração.
Certo
Errado
Assinale a alternativa correta sobre a colocação do pronome oblíquo átono, em relação ao verbo, no trecho “[...] é importante incluí-los em um plano alimentar equilibrado.”, do Texto 2.
Como o pronome oblíquo átono apresenta função de objeto indireto, sua posição correta seria a de próclise em relação ao verbo.
Como o pronome oblíquo átono apresenta função de objeto direto e não há palavra atrativa antes do verbo, está correta a sua posição de ênclise em relação ao verbo.
Como o tempo verbal é o infinitivo, o pronome oblíquo átono deveria estar em posição de mesóclise em relação ao verbo.
Como há inversão da oração subordinada, a posição correta do pronome oblíquo átono é a de ênclise em relação ao verbo.
Como há presença de palavra atrativa antes do verbo, a posição correta do pronome oblíquo átono seria a de próclise.
Na linha 19, a correção gramatical do texto seria prejudicada se o vocábulo “se” fosse colocado depois de “comparado”, da seguinte forma: comparado-se.
Certo
Errado
Com referência à colocação e ao emprego dos pronomes no texto CG1A1, assinale a opção correta.
O pronome “Ele”, no início do segundo período do quarto parágrafo, funciona como elemento de coesão, uma vez que retoma a expressão “o efeito democratizador da Internet”, no período imediatamente anterior.
A próclise empregada em “nos coloca” (primeiro período do primeiro parágrafo) é opcional, de modo que o emprego da ênclise (coloca-nos) também seria correto.
O pronome “seus” (segundo período do terceiro parágrafo) funciona como elemento de coesão e retoma o termo “Google”, no mesmo período.
A correção gramatical do texto seria mantida se o vocábulo “que” (primeiro período do quarto parágrafo) fosse substituído por onde.
O pronome “nossos” em “nossos comportamentos” (segundo período do quarto parágrafo) tem valor demonstrativo.
Assinale a alternativa em que a única colocação pronominal permitida é a anteposição ao verbo.
“Exercitar a mente ativa é o caminho para mantêla saudável”.
“[...] pode nos ajudar a manter a mente saudável.”.
“[...] a televisão se tornou objeto de discussões [...]”.
“Fazer uso dos recursos que a conectividade com o conhecimento nos traz [...]”.
“Com o computador deu-se o mesmo [...]”.
Considere a colocação pronominal, nas seguintes frases, e assinale a alternativa em que o advérbio destacado exigiu a próclise do pronome SE.
As empresas vêm se preparando para os desafios da sustentabilidade.
As pessoas se sentem respeitadas e valorizadas num ambiente inclusivo.
Não se fala sobre conflitos entre servidores bem integrados.
Apresentaram-se vários projetos durante a reunião.
Nada foi feito, embora se conhecessem as consequências da omissão.
Eu vos pergunto: pode a experiência do mais velho servir às hesitações do jovem, fazer o jovem superar essas hesitações, convencer o jovem a não mais render culto às hesitações?
Evitam-se as viciosas repetições do período acima substituindo-se os segmentos sublinhados, na ordem dada, por:
o fazer − o convencer − a render culto
lhe fazer − lhe convencê-lo − lhe rendê-la culto
fazê-lo − convencê-lo − lhes render culto
fazer-lhe − convencer-lhe − render culto às mesmas
fazê-lo − lhe convencer − render-lhes culto
O uso de pronomes oblíquos em posição de próclise, como o que se identifica em “Não me posso negar ao teu pedido” (segundo parágrafo), é atestado no português brasileiro coloquial.
Certo
Errado
Recuperemos as noções de sintaxe de colocação pronominal, ou seja, a classificação pela posição do pronome. (1) Próclise: ocorre quando o pronome antecede o verbo. (2) Mesóclise é quando o pronome se coloca no meio do verbo. (3) Ênclise se refere ao pronome colocado no final do verbo. Agora, observe o fragmento: “levou-o a trabalhar com o seu irmão”, assinale o correto uso do pronome e de sua classificação.
o pronome pessoal do caso oblíquo, tônico, de 3ª pessoa do plural, classificado como mesoclítico.
o pronome pessoal do caso reto, tônico, de 3ª pessoa do plural, classificado como proclítico.
o pronome pessoal do caso oblíquo, átono, de 3ª pessoa do singular, classificado como sujeito simples.
o pronome pessoal do caso oblíquo, átono, de 3ª pessoa do singular, classificado como enclítico.
Marque a frase escrita com exemplo de próclise.
A maioria dos seres vivos só se utiliza daquilo que realmente precisa para subsistir.
O crescimento constante da população e o consequente aumento do consumo.
Mas uma espécie como a nossa, capaz de realizações magníficas no campo das artes, das ciências e da filosofia.
Pense na riqueza do "Nosso Planeta".
Analise a frase abaixo.
“... achei que ele estava apenas querendo fazer-se de importante, talvez pelo desejo de imitar ‘os patrões’”.
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e quanto ao uso dos pronomes, assinale a alternativa em que o pronome destacado substitui corretamente as palavras destacadas na frase acima, sem alterar o sentido.
“... achei que ele estava apenas querendo fazer-se de importante, talvez pelo desejo de imitar-los”.
“... achei que ele estava apenas querendo fazer-se de importante, talvez pelo desejo de imitar-lhes”.
“... achei que ele estava apenas querendo fazer-se de importante, talvez pelo desejo de os imitar”.
“... achei que ele estava apenas querendo fazer-se de importante, talvez pelo desejo de imitar-nos”.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) sobre as frases.
( ) Em “Que direito lhe assiste de julgar tamanho amor?“, o verbo assistir é transitivo indireto, tem sentido de “caber” e o pronome está proclítico.
( ) Em “Ele é a pessoa que mais confio, dou-lhe todo meu crédito.“, os verbos “confiar” e “dar” têm regências corretas; o segundo deles apresenta objeto direto e indireto e seu pronome oblíquo está enclítico.
( ) Em “Também a mim me hão ferido com os crimes da ofensa e traição, como perdoá-los?“, o verbo “haver” está como auxiliar e tem o sentido de existir, já o verbo “perdoar” é verbo principal e transitivo direto, com objeto direto de coisa. A posição dos pronomes oblíquos dos verbos é diferente: do primeiro, é proclítica e do segundo, enclítica.
( ) Em “Aqueles dois nunca se houveram bem em competições amorosas.“, a regência verbal está correta e o pronome está obrigatoriamente em próclise.
( ) Em “Naquele bar que bebi, jamais dignarei-me voltar.“, os verbos “beber” e “dignar-se” têm regências corretas; por outro lado, a posição do pronome oblíquo não é aceita pela norma culta que prescreve, neste caso, mesóclise (dignar-me-ei) ou próclise (me dignarei).
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
V • V • V • F • F
V • F • V • V • F
V • F • F • V • F
F • V • F • V • V
F • F • V • V • V
Em qual das alternativas se observa uma colocação pronominal proclítica que NÃO atende às regras da norma padrão da língua portuguesa?
Alguém se disponibilizará a falar?
Deus te abençoe!
Me ajude a te entender!
Não me digam que não sabem!
Certamente se fazem melhor!
Assinale a alternativa em que a única posição permitida ao pronome átono é a próclise ao verbo principal.
“[...] alguma coisa dentro de mim me dizia [...]”.
“[...] é como se isso te colocasse numa caixinha [...]”.
“[...] nessa não posso te ajudar muito [...]”.
“[...] vou te falar, com certeza temos muito que aprender [...]”.
“Ter que falar isso pra ela no nosso primeiro papo, me fez ficar bem reflexiva [...]”.