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A alternativa cujas palavras preenchem, correta e respectivamente, as lacunas do enunciado, considerando a norma-padrão da língua portuguesa, é:
Qual a opção em que a classificação morfológica do termo destacado é diferente das demais?
"[...] e nem podia ser de outra maneira, não era isso mesmo?" (15º§).
"Uma - a do tricô, se não me engano - chegou mesmo a se queixar [...]." (8º§).
"Outra disse que tinha três filhos, faziam provas no mesmo dia [...].” (8º§).
"Criança ainda, na idade mesmo de brincar e não levar as coisas [...].” (9º§).
"Não acreditei, fui olhar no dicionário para ver se era mesmo. Era. Talvez [...].” (9º§).
Texto III
Tecendo a manhã
Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito que um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.
E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que tecido, se eleva por si: luz balão.
João Cabral de Melo Neto.
"Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito que um galo antes".
Analisando morfologicamente, é CORRETO afirmar que as palavras destacadas são:
As duas primeiras, pronomes relativos e as duas últimas conjunções subordinativas;
A primeira, pronome relativo, a segunda conjunção integrante e as duas últimas conjunções subordinativas;
Todas são pronomes relativos;
Todas são conjunções subordinativas.
As duas frases iniciais contêm duas perguntas retóricas. Como seriam elas escritas se, em vez de usar a primeira pessoa do singular, o cronista as flexionasse, alterando apenas a pessoa, que ficaria na primeira do plural?
Por que havemos de agradar o rude sofrimento e mais rude torná-lo, na desesperança? Por que proclamarmos a tristeza inútil diante das coisas que secretamente e melhor compreendemos?
Por que haveríamos de agradar o rude sofrimento e mais rude torná-lo, na desesperança? Por que proclamaríamos a tristeza inútil diante das coisas que secretamente e melhor compreenderíamos?
Por que havia de agradar o rude sofrimento e mais rude torná-lo, na desesperança? Por que proclamaria a tristeza inútil diante das coisas que secretamente e melhor se compreendem?
Por que temos de agradar o rude sofrimento e mais rude torná-lo, na desesperança? Por que proclamaremos a tristeza inútil diante das coisas que secretamente e melhor compreenderemos?
Por que agradaremos o rude sofrimento e mais rude torná-lo, na desesperança? Por que proclamaremos a tristeza inútil diante das coisas que secretamente e melhor compreenderemos?