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Pleonasmo é a superabundância de palavras para enunciar uma ideia. Celso Cunha, em sua “Nova Gramática do Português Contemporâneo”, define assim o pleonasmo vicioso: “quando resulta apenas da ignorância do sentido exato dos termos empregados, ou de negligência, é uma falta grosseira”. Nesse aspecto, está de acordo com a norma culta, portanto, a alternativa:
Teremos que adiar o evento para depois por causa da chuva.
O Sargento é o elo fundamental entre o comando e a tropa.
Naquela tarde, tivemos uma surpresa inesperada ao encontrarmos um velho amigo.
O aluno leu uma breve alocução sobre o patrono da Infantaria.
O artista disse que escreveria sua própria autobiografia ainda neste ano.
Em “[...] talvez fosse hoje meio barra-pesada [...]”, a expressão destacada exemplifica a figura de linguagem “pleonasmo”, uma vez que não está sendo utilizada em seu sentido literal e dispensa o adjetivo “pesada”, cuja presença gera uma redundância.
Certo
Errado
Seu relógio é muito vintage, e além disso, ainda tem sua rúbrica gravada atrás. Muito cool, man!
Na frase acima, percebe-se a presença de:
Pleonasmo e ambiguidade.
Cacofonia e eco.
Estrangeirismo e barbarismo.
Solecismo e redundância.
Assinalar a alternativa que apresenta a figura de linguagem chamada pleonasmo:
Não se ouviu mais o tic-tac do relógio.
Aqueles jardins tinham vida e morte.
Não o vejo há séculos.
Anote meu celular.
O país desejava ter um monopólio exclusivo.
Considerando-se as figuras de linguagem, analisar os itens abaixo:
I. “Subir para cima” e “descer para baixo” são exemplos de pleonasmo.
II. A hipérbole é caracterizada pelo exagero.
III. “Rainha dos baixinhos” é um exemplo de metonímia.
IV. “Isso é coisa de gente burra” é um exemplo de perífrase.
Estão CORRETOS:
Somente os itens I, III e IV.
Somente os itens I e II.
Somente os itens II e III.
Todos os itens.
“A música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende” (linhas 3 e 4) é um exemplo de
prosopopeia.
hipérbole.
ironia.
pleonasmo.
Contribui também para o efeito de humor da tirinha o recurso à seguinte figura de linguagem:
pleonasmo.
hipérbole.
personificação.
eufemismo.
antítese.
No trecho “sem eletricidade, sem progresso, sem automóveis”, a repetição da preposição “sem” caracteriza uma figura de linguagem. Marque a alternativa que a indica.
Anáfora.
Eufemismo.
Ironia.
Paradoxo.
Pleonasmo.
Capítulo I – Mudança
Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da catinga rala.
Arrastaram-se para lá, devagar, Sinhá Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás.
(RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 62. ed. Rio de Janeiro: Record, 1992. p.9)
De acordo com a abertura do romance, responda as seguintes questões.
A obra é tão bem trabalhada que as figuras começam pelo título da mesma: “VIDAS SECAS”. O primeiro vocábulo dá sentido de abundância enquanto o segundo dá idéia de vazio, ou seja, há:
um paradoxo.
uma antítese.
um pleonasmo.
uma gradação.
Em relação às figuras de linguagem, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(1) Hipérbole.
(2) Pleonasmo.
(3) Catacrese .
(_) A velha foi ao mercado e comprou três cabeças de alho.
(_) Fazia séculos que eu não o via.
(_) Detalhes pequenos como esse fazem toda a diferença.
3 - 1 - 2.
2 - 1 - 3.
1 - 2 - 3.
3 - 2 - 1.
1 - 3 - 2.
Súbito, deu um grande salto, estendeu os braços e as pernas, até tomar a forma de um X: decifra-me ou devoro-te. (1o parágrafo)
No trecho acima, ao descrever uma ideia que lhe surgiu, o autor recorre, predominantemente, à seguinte figura de linguagem:
eufemismo.
hipérbole.
personificação.
pleonasmo.
antítese.
Numere a segunda coluna de acordo com a primeira, identificando as figuras de linguagem apresentadas.
I. Metonímia (substituição de um termo por outro, existindo entre eles uma ligação de sentido).
II. Prosopopeia (atribuição a seres inanimados ou irracionais de características humanas).
III. Sinestesia é o recurso estilístico no qual se utilizam palavras e expressões associadas às diferentes sensações percebidas pelo corpo humano.
IV. Metáfora (comparação implícita entre dois elementos).
V. Pleonasmo (repetição de uma ideia expressa na frase).
( ) Julia tinha um cheiro doce característico. Lembrava a baunilha fresca.
( ) O desentendimento entre eles é apenas a ponta do iceberg.
( ) Use a cabeça e pare de depender dos outros.
( ) “Detalhes tão pequenos de nós dois”.
( ) A bomba atômica é triste, coisa mais triste não há / Quando cai, cai sem vontade.”
Assinale a alternativa que apresenta, de cima para baixo, a resposta correta.
IV – I – II – III – V.
I – II – IV – III – V.
III– IV – I – V – II.
I – II – V -III – I- IV.
III – II- V – I – IV.
"A criança que fui chora na estrada.
Deixei-a ali quando vim ser quem sou;
Mas hoje, vendo que o que sou é nada,
Quero ir buscar quem fui onde ficou.
Ah, como hei-de encontrá-lo? Quem errou
A vinda tem a regressão errada.
Já não sei de onde vim nem onde estou.
De o não saber, minha alma está parada.
Se ao menos atingir neste lugar
Um alto monte, de onde possa enfim
O que esqueci, olhando-o, relembrar,
Na ausência, ao menos, saberei de mim,
E, ao ver-me tal qual fui ao longe, achar
Em mim um pouco de quando era assim."
-
Fernando Pessoa
-
Temos na frase: A vinda tem a regressão errada, a figura de linguagem:
Metonímia.
Pleonasmo.
Ironia.
Anáfora.
Como pleonasmo sintático temos dois termos exercendo a mesma função (um substantivo e um pronome ou dois pronomes).
-
(Nilce Sant’Anna Martins, Introdução à Estilística)
-
A explicação sobre pleonasmo sintático é exemplificada com a seguinte passagem do texto:
... os que se batiam há pouco emprestavam armas uns aos outros...
... cantava em altos berros uma coisa que lhe parecia responder à música...
... um grito de alarma ecoou por toda a estalagem e o rolo dissolveu-se...
Um só impulso os impelia a todos; já não havia ali brasileiros e portugueses...
Cada qual correu à casa, rapidamente, em busca do ferro, do pau...
Assinale o exemplo de linguagem figurada que não está corretamente identificado.
Uma boa risada é um raio de sol na casa / metáfora.
A pessoas com disposição alegre, tudo de bom lhes acontece / pleonasmo.
É preciso rir antes de ser feliz, por medo de morrer sem ter sido / elipse.
Quem não sabe chorar de todo o coração também não sabe rir / antítese.
A verdadeira felicidade está nas pequenas coisas... um pequeno iate, um pequeno rolex, uma pequena mansão... / paradoxo.
A repetição da expressão: "É quase certo" identifica a figura de linguagem denominada:
Pleonasmo.
Metonímia.
Ironia.
Anáfora.
A repetição da frase: "O brasileiro não lê" - em parágrafos do texto - comprova o uso da figura de linguagem denominada:
Eufemismo.
Pleonasmo.
Metonímia.
Anáfora.
Hipérbole.
Texto 15A2-II
Talvez espante ao leitor a franqueza com que lhe exponho e realço a minha mediocridade; advirto que a franqueza é a primeira virtude de um defunto. Na vida, o olhar da opinião, o contraste dos interesses, a luta das cobiças obrigam a gente a calar os trapos velhos, a disfarçar os rasgões e os remendos, a não estender ao mundo as revelações que faz à consciência; e o melhor da obrigação é quando, à força de embaçar os outros, embaça-se um homem a si mesmo, porque em tal caso poupa-se o vexame, que é uma sensação penosa, e a hipocrisia, que é um vício hediondo. Mas, na morte, que diferença! Que desabafo! Que liberdade! Como a gente pode sacudir fora a capa, deitar ao fosso as lantejoulas, despregar-se, despintar-se, desafeitar-se, confessar lisamente o que foi e o que deixou de ser! Porque, em suma, já não há vizinhos, nem amigos, nem inimigos, nem conhecidos, nem estranhos; não há plateia. O olhar da opinião, esse olhar agudo e judicial, perde a virtude, logo que pisamos o território da morte; não digo que ele se não estenda para cá, e nos não examine e julgue; mas a nós é que não se nos dá do exame nem do julgamento. Senhores vivos, não há nada tão incomensurável como o desdém dos finados.
Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Ciranda Cultural, 2018. p. 49.
No trecho “embaça-se um homem a si mesmo”, do texto 15A2-II, nota-se uso expressivo de pleonasmo, que, no caso em questão, configura-se pela
combinação de ideias contraditórias, para contrapô-las.
omissão de um termo subentendido, para evitar repetição.
repetição de uma mesma ideia em dois termos, para enfatizá-la.
concordância ideológica de termos, para uniformizá-los.
comparação entre dois termos, para estabelecer uma analogia.
Um pleonasmo é uma figura que repete termos; um anacoluto é marcado por uma interrupção.
A frase abaixo que contém um anacoluto, e não um pleonasmo, é:
Às mulheres, não se pode dar um elogio atualmente;
Os livros, o aluno não os trouxe para a aula;
Paisagens, quero-as comigo por toda a vida;
Ao homem mesquinho, basta-lhe pouquinho;
A mim até me pareceu que ia chover forte.
O enunciado A sobrecarga de tarefas e o infinito de informação nos fazem cada vez mais distanciados daqueles que amamos e, talvez, até mesmo daquilo que amamos em nós mesmos (linhas 1 a 3), contém um exemplo de
pleonasmo.
metáfora.
eufemismo.
elipse.
hipérbole.